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Wendel de Novais
Publicado em 17 de abril de 2026 às 12:44
Uma chamada feita à Polícia Militar foi um dos últimos atos vida do casal de mulheres executadas em Cariacica, em Vitória. De acordo com informações do g1, Às 9h46 do dia 8 de abril, Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos, acionou o 190 em busca de ajuda. Menos de 20 minutos depois, ela seria morta a tiros junto com a companheira Daniele Toneto, 45, no meio da rua e na presença de uma equipe de policiais. >
Os tiros que mataram as duas foram feitos pelo policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, ex-companheiro de uma vizinha das vítimas, com quem haviam se envolvido em um desentendimento. Uma das linhas de investigação aponta que a motivação pode estar ligada a uma discussão envolvendo o uso de ar-condicionado. >
PM usou viatura e executou mulheres na frente dos colegas
A informação sobre a ligação foi confirmada pela irmã da vítima, que ficou com o celular de Francisca após o crime. Cerca de 16 minutos depois da chamada, às 10h02, uma viatura da Polícia Militar chegou ao bairro. Francisca chegou a acenar para os agentes. Menos de um minuto depois, às 10h03, o cabo Luiz Gustavo aparece acompanhado de outros quatro policiais, caminhando em direção ao casal. >
As vítimas estavam sentadas em frente a uma residência quando foram surpreendidas. Imagens obtidas pela TV Gazeta mostram o momento em que os agentes descem da viatura e, em seguida, o militar saca a arma e começa a atirar. Uma das mulheres foi atingida primeiro e caiu no local. A outra tentou fugir correndo pela rua, mas foi perseguida e baleada pelo policial, que continuou efetuando disparos até alcançá-la. >
Após os tiros, o suspeito se aproxima de um colega e aparenta discutir. Nas imagens, o outro policial leva as mãos à cabeça, enquanto o autor dos disparos parece retirar o colete balístico. Testemunhas relatam que o episódio teria sido precedido por uma série de conflitos entre as vítimas e a ex-companheira do policial. As três moravam no mesmo prédio, em andares diferentes, e já vinham brigando. >
Moradores afirmam que houve ameaças e discussões ao longo do dia, inicialmente relacionadas ao uso de ar-condicionado e suspeitas de furto de energia. Na manhã do crime, uma nova briga teria escalado para ofensas envolvendo o filho que a ex-mulher do policial tem com ele. Diante da situação, ela teria acionado o militar, que estava fardado e em horário de serviço. >
Após os disparos, o agente foi conduzido por colegas a uma delegacia da região metropolitana. A arma utilizada foi apreendida, e ele deve prestar depoimento à Polícia Civil. A área foi isolada para a realização da perícia. Até o momento do registro da ocorrência, familiares das vítimas ainda não haviam chegado ao local. O caso segue sob investigação. >