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Wendel de Novais
Publicado em 30 de março de 2026 às 08:14
A ação de um policial militar durante uma tentativa de assalto que terminou em tragédia na tarde de sábado (28), em São Paulo, é alvo de questionamento. Isso porque esposa do empresário identificado como Celso Bortolato de Castro, 58 anos, que foi morto a tiros após ser confundido com um dos criminosos pelo agente, tem uma versão diferente do PM.
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De acordo com informações da esposa, diferente do que o policial afirmou, não houve confronto armado no momento do assalto. "Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram e apresentaram arma, uma 38. Eu saí correndo para trás e eu tirei o capacete”, relatou, ao descrever o início da ação criminosa. >
Na sequência, ela afirma ter ouvido os disparos e se deparado com o marido já atingido. “Eu ouvi uma pessoa vindo de trás atirando. Aí virei e disse: 'o que você fez, é o meu marido. Olha o que você fez, é o meu marido'. Só que ele já tinha desferido dois tiros, um na nuca e outro nas costas, porque meu marido estava de costas. Ele atirou e imaginou que ele [marido] era o bandido", afirmou. >
Empresário foi confundido e morto durante assalto
O caso aconteceu na região do Butantã, por volta das 15h. O agente, que estava de folga, passava pelo local quando presenciou dois homens em uma motocicleta abordando um casal, também em uma moto, e anunciando o assalto. Diante da situação, ele decidiu intervir. >
Na ação, o empresário e um dos suspeitos foram baleados. Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. O segundo assaltante conseguiu fugir e ainda é procurado. Segundo a versão apresentada pelo policial, houve troca de tiros durante a abordagem. >
Segundo a mulher, Celso atuava no ramo de seguros, morava na região do Bom Retiro e tinha o hábito de passear de moto aos fins de semana. O casal retornava de um almoço em São Roque, no interior paulista, e sequer costumava passar pela região onde ocorreu o crime. >
O caso foi registrado com diferentes naturezas, incluindo resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo. A investigação está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura as circunstâncias da ação. >
O velório do empresário está previsto para a noite deste domingo (29), enquanto o sepultamento deve ocorrer na manhã de segunda-feira (30), no Cemitério Jardim Horto Florestal. >