Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Esther Morais
Publicado em 5 de junho de 2026 às 07:00
Um atendimento realizado no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, ajudou a levantar suspeitas sobre a identidade de uma mulher de 37 anos que se apresentava como uma adolescente de 12 anos. O caso voltou a ganhar repercussão após a prisão da suspeita, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, por falsa identidade e estelionato. >
Segundo a direção da unidade de saúde, a mulher procurou atendimento em setembro de 2023 acompanhada por duas assistentes sociais. Na ocasião, ela relatou dores abdominais e afirmou ser vítima de maus-tratos.>
Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano
Diante da situação, a equipe médica realizou exames e acionou órgãos de proteção à infância, incluindo o Conselho Tutelar. No entanto, os resultados dos procedimentos chamaram a atenção dos profissionais.>
De acordo com a diretora do hospital, Maristela Biazon, um exame de raio-X apontou uma idade óssea incompatível com a de uma criança de 12 anos. A partir da descoberta, médicos passaram a investigar o histórico da paciente.>
Durante as buscas, uma médica encontrou reportagens que relacionavam a mulher a situações semelhantes registradas em outros estados do país. As informações indicavam que ela já havia utilizado a mesma estratégia em instituições de saúde e assistência social no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.>
Com o surgimento das suspeitas, o hospital comunicou o caso às autoridades, que deram continuidade às investigações.>
A mulher foi presa nesta semana em Joinville. Segundo a Polícia Civil, ela teria vivido por cerca de 14 meses com uma família da cidade fingindo ser uma adolescente autista. As investigações apontam que ela adotava comportamentos infantilizados e utilizava objetos associados à infância.>
O caso começou a ser apurado após uma das pessoas que a acolheram receber um alerta de um familiar sobre a verdadeira identidade da suspeita. Ao pesquisar na internet, a família encontrou registros de episódios semelhantes envolvendo a mulher.>
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça e a suspeita permanece à disposição das autoridades. A defesa informou que solicitou a realização de um exame de sanidade mental e aguarda a conclusão da perícia antes de se manifestar sobre o mérito das acusações.>