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Por que só o diploma não garante mais o seu emprego hoje? Veja o que mudou no mercado

Relatório aponta que 50% dos trabalhadores precisarão de requalificação até 2030

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 13 de março de 2026 às 10:11

A modalidade de trabalho oferece inúmeros benefícios, como a possibilidade de organizar melhor a vida pessoal e profissional, sem as limitações tradicionais do horário de escritório
Por que só o diploma não garante mais o seu emprego hoje? Veja o que mudou no mercado Crédito: Shutterstock

O modelo tradicional de formação acadêmica está sendo desafiado por uma dinâmica de mercado que exige atualizações em tempo recorde. O conceito de Lifelong Learning (aprendizado ao longo da vida), antes restrito a debates teóricos de Recursos Humanos, consolidou-se como uma necessidade prática: o Fórum Econômico Mundial estima que 50% da força de trabalho global precisará de requalificação até 2030 para acompanhar as transformações tecnológicas.

Nesse cenário, a pergunta "onde você se formou?" tem perdido espaço para "o que você sabe fazer agora?". Profissionais com graduações concluídas há cinco anos ou mais encontram lacunas em competências emergentes, como a aplicação de Inteligência Artificial aos negócios e análise de dados, temas que as grades acadêmicas extensas muitas vezes demoram a absorver.

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Como resposta à necessidade de agilidade, as microcertificações ganharam força. São cursos de curta duração focados em habilidades específicas que permitem ao profissional aplicar o conhecimento quase imediatamente, funcionando como um complemento estratégico a formações mais robustas, como MBAs e mestrados, e não como uma substituição a elas. Cada modalidade atende a um momento e a um objetivo diferente na trajetória do profissional.

Doutora em Educação e Tecnologia e professora na MUST University, Lana Paula Crivelaro explica que essa mudança representa um novo paradigma pedagógico. “Não estamos falando apenas de tecnologia, mas de uma mudança profunda na relação entre o tempo de aprender e o tempo de trabalho. Em um mercado cada vez mais dinâmico, as microcertificações surgem como uma resposta ágil e imediata às demandas por competências específicas, complementando os ciclos mais longos de formação, que continuam sendo fundamentais para uma construção sólida e aprofundada do conhecimento”, explica.

Instituições de ensino têm adaptado seus modelos de entrega para atender a esse novo perfil de aluno, como um gestor que precisa de qualificação internacional sem interromper sua rotina produtiva. A MUST University, instituição americana com forte presença no mercado brasileiro, é um exemplo de como o setor educacional está organizando portfólios voltados para essa demanda, oferecendo certificações de curto prazo com reconhecimento global.

A tendência indica que o currículo profissional deixou de ser um documento estático. Especialistas do setor apontam que a empregabilidade agora depende da capacidade do profissional de transformar seu histórico educacional em um fluxo contínuo de novas competências, acompanhando a velocidade das transformações corporativas.