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Saiba quais erros comuns levam à malha fina e podem bloquear a restituição no IR 2026

Cruzamento eletrônico de dados da Receita Federal está mais rigoroso

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 08:42

Imposto de Renda 2025.
Imposto de Renda 2025. Crédito: Foto: Adobe Stock

O envio da declaração do Imposto de Renda 2026 exige cuidado redobrado. A Receita Federal tem utilizado sistemas cada vez mais avançados para confrontar, de forma automática e em tempo real, as informações prestadas pelos contribuintes com dados fornecidos por empresas, bancos e prestadores de serviços.

O alerta é reforçado pelo Conselho Regional de Contabilidade da Bahia (CRCBA), que chama atenção para a importância do planejamento antes do envio da declaração. Segundo a entidade, inconsistências que antes passavam despercebidas agora são rapidamente detectadas e podem levar o contribuinte à malha fina.

Prazo final para o envio da declaração encerra em 31 de maio de 2026. por Foto: Reprodução

Números mostram alcance da fiscalização

Em 2025, a Receita Federal recebeu 45.645.935 declarações. Desse total, 8,7% ficaram retidas para análise durante o processamento. Entre os documentos que caíram na malha, 69,2% eram de contribuintes com direito à restituição, 27,9% tinham imposto a pagar e 2,9% estavam com saldo zero.

Os dados demonstram que a fiscalização não atinge apenas quem espera receber valores: mesmo quem tem imposto devido pode ter a declaração retida.

Principais motivos de retenção

As despesas médicas foram responsáveis pela maior parte das inconsistências, representando 32,6% dos casos. Logo depois aparecem:

Omissão de rendimentos: 30,8%;

Outras deduções (exceto médicas): 16,0%;

Divergências no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF): 15,1%.

O cruzamento eletrônico identifica diferenças entre o que o contribuinte declara e o que foi informado por terceiros, tornando mais difícil que erros passem sem questionamento.

Erros mais comuns que levam à malha fina

Entre as falhas mais recorrentes estão:

Não informar todos os rendimentos, inclusive os de dependentes;

Declarar despesas médicas sem documentação comprobatória adequada;

Incluir dependentes indevidamente;

Informar valores diferentes dos constantes nos informes de rendimentos de empresas e instituições financeiras;

Deixar de declarar rendimentos de aluguel.

Multas e bloqueio

Quem não regulariza a situação pode sofrer penalidades. A multa é de 1% ao mês sobre o imposto devido, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 165,74, além de juros calculados com base na taxa Selic.

Em situações mais graves, a restituição pode ficar retida por tempo indeterminado e o CPF permanecer irregular até que a pendência seja resolvida.

O presidente do CRCBA, Altino Alves, reforça a necessidade de organização prévia e, se necessário, apoio profissional. “O nível de detalhamento e cruzamento das informações é cada vez maior. Declarar com atenção e responsabilidade evita transtornos, multas e bloqueios futuros. A prevenção ainda é a melhor estratégia para manter a regularidade fiscal”, destaca Altino Alves.

Tags:

Imposto de Renda