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Perla Ribeiro
Publicado em 29 de agosto de 2025 às 11:53
Você já sentiu aquela vontade incontrolável de comer doces, mesmo sem estar com fome? Pesquisadores do Centro de Pesquisa Metabólica da Faculdade de Medicina de Copenhagen, referência mundial em estudo de metabolismo, cérebro e nutrição, investigaram justamente esse comportamento e encontraram resultados surpreendentes. >
Segundo o coordenador do ambulatório de obesidade e síndrome metabólica do Hospital Regional de Betim e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade, Adriano Faustino, a pesquisa mostra que a fome não é apenas emocional, muitas vezes ela é causada por um desequilíbrio bioquímico. O estudo, realizado com camundongos, revelou que níveis mais altos de vitamina B3 fizeram com que os animais preferissem água comum ao invés de água adoçada.>
A análise detalhada célula a célula mostrou que a vitamina atua diretamente no centro de recompensa do cérebro, modulando a preferência por doces. “Essa descoberta abre portas para entendermos melhor a compulsão alimentar e como podemos modular o apetite de forma natural”, explica Faustino, que é especialista em geriatria, medicina funcional, fisiologia hormonal e obesidade, .>
Ele acrescenta que esses achados podem ser fundamentais para estratégias de prevenção e controle da obesidade, mostrando que o desejo por doces não depende apenas de força de vontade, mas também de fatores bioquímicos. Além disso, a pesquisa evidencia a importância da vitamina B3 para quem busca reduzir o consumo de açúcar de forma saudável. “A vitamina B3 pode ser altamente importante para quem deseja controlar o consumo de açúcar sem recorrer a métodos restritivos”, reforça o especialista.>
Com essas descobertas, cientistas e profissionais de saúde ganham novas perspectivas sobre o equilíbrio do apetite e a relação entre nutrição e comportamento, mostrando que pequenas intervenções bioquímicas, como reposições de nutriente, podem ter impacto direto na saúde e no bem-estar, abrindo caminho para abordagens cada vez mais personalizadas e baseadas em evidências científicas.>