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Carol Neves
Publicado em 29 de novembro de 2025 às 09:12
O funcionário do Cefet do Maracanã, no Rio de Janeiro, que matou duas colegas de trabalho estava afastado das atividades havia 60 dias, por problemas psiquiátricos, segundo informações dadas à Polícia Militar. Identifica do como João Antônio Miranda Tello Gonçalves, ele tirou a própria vida depois de matar a diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Pinheiro.>
Segundo reportagem do portal G1, João Antônio manifestava interesse em voltar a atuar no setor em que Allane atuava, com o fim do seu afastamento. >
Entre dezembro de 2019 e junho de 2020, João Antônio ocupou o cargo de coordenador da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico do Cefet, função que envolvia supervisão de atividades pedagógicas e gestão de equipe. Após esse período, seguiu atuando em outras funções internas da instituição até o afastamento.>
As duas vítimas do ataque eram profissionais de destaque na instituição. Allane era diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE), enquanto Layse atuava como psicóloga do Cefet. Colegas ressaltaram que João Antônio tinha relação profissional direta com ambas, especialmente com a diretora.>
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que analisa o histórico funcional do servidor, incluindo o período de afastamento e o contexto que pode ter contribuído para o desfecho. As autoridades ainda buscam compreender os fatores que levaram ao ataque dentro da instituição.>
Atirador matou duas mulheres e se matou no Cefet
Como o ataque ocorreu>
De acordo com relatos colhidos pela polícia, João entrou primeiro na sala onde estava Allane e efetuou disparos à queima-roupa, atingindo a diretora na nuca e no ombro. Em seguida, ele seguiu para outra sala e atirou contra Layse, que foi baleada na cabeça e no abdômen.>
Depois disso, o servidor foi até uma terceira sala, onde cometeu suicídio. Os policiais o encontraram já sem vida, ao lado de uma pistola Glock .380 usada nos disparos.>
Pânico e testemunhos>
O ataque provocou desespero entre alunos e servidores. Professores choraram ao receber a confirmação das mortes na porta da instituição.>
“O que sabemos é que ele foi direto para as salas onde elas estavam”, contou o professor Hilário Rodrigues ao portal G1. >
Outro docente relatou o momento de aflição durante a aula. "A gente está emocionado, porque você está dando aula... Os alunos ficaram desesperados", disse. Ele lembrou que o Cefet sempre foi considerado um ambiente seguro. "É lamentável. O Cefet sempre foi um ambiente tão tranquilo para se trabalhar, os colegas, alunos…".>
O estudante Jonathan relatou que ouviu barulhos que pareciam disparos, mas só percebeu o que havia acontecido quando outra pessoa entrou na sala avisando que uma funcionária tinha sido baleada.>
"Eu estava numa aula de reforço e do nada eu escutei uns quatro barulhos (...). Só que eu não botei fé que era tiro", afirmou. “Aí começou o desespero total”, completou.>
Socorro e evacuação>
A Polícia Militar evacuou o prédio para garantir que não havia outras ameaças. O Corpo de Bombeiros atendeu as vítimas ainda no local, e ambas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiram aos ferimentos.>