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Elaine Sanoli
Publicado em 3 de março de 2026 às 21:40
Após a assinatura de acordo coletivo entre representantes do comércio e trabalhadores de supermercados do Espírito Santo, mais um estado brasileiro pode proibir a abertura desses estabelecimentos aos domingos. O Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Goiás (Secom-GO) e o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios no Estado de Goiás (Sincovaga-GO) estão em diálogo para definir um novo acordo coletivo.>
Além do fechamento aos domingos, a representação dos trabalhadores pleiteia a redução da jornada de 40 para 36 horas semanais. De acordo com informações do portal g1, a negociação deve se estender ao longo do mês e, caso haja consenso, a medida pode entrar em vigor em 10 de abril.>
Cidades em que mercados vão fechar aos domingos
A mudança pode afetar cerca de 45 mil funcionários em aproximadamente 17 mil estabelecimentos comerciais em todo o estado. Segundo o superintendente do Sincovaga-GO, Alessandro Jean Pereira de Faria, grande parte do patronato já tem se posicionado contra a cláusula de fechamento aos domingos.>
“A gente se preocupa muito com o consumidor, porque ele é o nosso foco. A dona de casa trabalha de segunda a sábado. O domingo é quando ela faz a compra da semana e arruma a casa”, disse, em entrevista.>
O procurador jurídico do Secom-GO, José Nilton Carvalho, por sua vez, avalia que a demanda reflete as discussões atuais no Congresso Nacional em torno do fim da escala 6x1. Além disso, ele afirma que a redução da jornada pode tornar mais atrativos os postos de trabalho em supermercados, que já enfrentam déficit de sete mil funcionários apenas na Região Metropolitana de Goiiânia.>
“Com a redução para seis horas e com o fechamento aos domingos, nós vamos atrair [a Geração Z]... queremos contratar não 7 mil, mas 12 mil no estado”, afirmou.>
Para que o acordo entre em vigor, ele deve ser firmado até 30 de março. O Secom-GO enviará uma minuta com as demandas da categoria, e, na sequência, o sindicato patronal apresentará uma contraproposta. Caso haja consenso, o documento será assinado pelas partes. Se não houver acordo, poderão ser firmados acordos coletivos individualmente por empresa ou por grupos.>