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Nauan Sacramento
Publicado em 4 de março de 2026 às 17:18
As mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) revelaram que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso nesta quarta-feira (4) após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, mantinha uma estrutura clandestina dedicada a vigiar, obter dados irregulares e intimidar críticos, incluindo jornalistas e ex-funcionários. Segundo informações do jornal O Globo e da Revista Oeste. >
As provas colhidas pela PF incluem diálogos em que o banqueiro autoriza ataques físicos contra adversários. Em uma das conversas, Vorcaro orienta Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como o operador do esquema e apelidado de "Sicário", a agredir um chefe de cozinha ligado a um ex-funcionário que teria gravações do banqueiro. “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, escreveu o banqueiro em mensagem interceptada pelos investigadores.>
Em outro trecho das mensagens interceptadas, Vorcaro pede para "moer" uma *empregada doméstica após supostas ameaças feitas pela mulher. O banqueiro ainda determinou o levantamento dos dados da funcionária: "Tem que moer essa vagabunda. Puxa endereço tudo".>
De acordo com o relatório policial, a organização operava por meio de um grupo no WhatsApp intitulado "A Turma". Luiz Phillipi Mourão exercia o papel de coordenador operacional das ações. Ele recebia uma remuneração de R$1 milhão por mês para neutralizar questões sensíveis ao banqueiro.>
O grupo utilizava credenciais indevidas para acessar sistemas restritos de ógãos públicos e obter informações sigilosas das vítimas. A Polícia Federal informou, inclusive, que houve acessos indevidos ao seu próprio sistema, além do sistema do Ministério Público Federal e de bases internacionais.>
A PF cumpriu o mandado de prisão e realizou buscas em endereços ligados ao banqueiro e seus associados. A defesa de Daniel Vorcaro ainda não se manifestou oficialmente.>