'Tratei com respeito', diz guarda acusado de obrigar presos a fazer sexo oral

Gabriel Marques de Souza diz ser inocente

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  • Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2023 às 15:01

Guarda Civil
Guarda Civil Crédito: Reprodução

Um dos seis guardas municipais (GCMs) acusados de obrigar jovens a fazerem sexo oral entre si durante uma abordagem em São Paulo negou a prática de tortura. Em vídeo, Gabriel Marques de Souza disse que tratou os rapazes "com todo o respeito".

O GCM se entrou à polícia no último dia 15.

Nas imagens, Gabriel chega a dizer que prestou apoio à mãe de um dos jovens, que estava desesperada.

“No dia em que eu apreendi as motocicletas lá nesse parque onde os jovens estavam empinando, a mãe viu o respeito que eu tratei ela. Ela chegou até um pouco nervosa, desmaiou no meu pé. […] Eu expliquei para ela que o filho dela não ia ser preso, que ele só ia tomar as multas na moto devido ao ato que ele cometeu. Tratei com todo o respeito, com toda a educação. Essa mãe sabe disso”, diz o GCM.

A abordagem teria ocorrido em maio, enquanto os jovens estavam empinando motos e não usavam capacetes. Segundo as vítimas da suposta tortura, os agentes usaram pedaços de madeira para agredi-las e ameaçá-las a fazer sexo oral. Eles teriam dado risada enquanto assistiam às cenas.

“Os meninos foram orientados, todos receberam o CR, que é o comprovante de recolhimento. Foi orientado o dia que eles teriam que retirar a moto”, disse Gabriel.

O guarda afirma que é inocente e que realizava trabalhos voltados para jovens em comunidades. “Muitos se espelham em mim como uma pessoa boa, uma pessoa de respeito. É isso que eu prego, respeito”, afirmou.