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Descer a ladeira ao encontro da negritude: Celebração no Curuzu no primeiro dia de Ilê Aiyê

Frente do terreiro Ilê Axé Jitolu ficou lotada para momento tradicional

  • Foto do(a) author(a) Luiza Gonçalves
  • Luiza Gonçalves

Publicado em 2 de março de 2025 às 11:43

Ilê Aiyê
Ilê Aiyê Crédito: Kirk Moreno/Alô Alô Bahia

Descer a Rua Direta do Curuzu é um chamado de celebração da negritude no sábado de Carnaval. Panos vermelhos, amarelos e pretos estampam os comércios, as varandas reúnem amigos e famílias, e a cada casa uma música que marcou a história do Carnaval soteropolitano. Cantando "Comando Doce", desço a ladeira em procissão com dezenas de pessoas que me acompanham na voz da canção que presta homenagem a Mãe Hilda, até a sede do Terreiro Ilé Axé Jitolu, onde a beleza, o axé e a ancestralidade pulsavam ainda mais forte hoje, na saída do Ilê Aiyê.

"Esse desfile é o mais importante porque desfilamos para nós hoje. É o dia que reforça nossa autoestima, nossa identidade. Hoje é o dia mais importante porque o mundo vem para o Curuzu, e o Curuzu é o mundo", disse sorridente Arany Santana, enquanto distribuía belas faixas de pano com as estampas do Ilê. Nelas e nas vestes dos membros e foliões do bloco, as bandeiras, os animais e as máscaras evidenciam o tema deste ano: "Kenya, o Berço da Humanidade".

Na varanda, Vovó do Ilê, a deusa do Ébano 2025 Lorena Bispo, autoridades, cantores e membros do bloco estavam a postos, aguardando os tambores da banda Aiyê chegarem à frente do prédio. Foram recebidos em festa pelas centenas de pessoas que assistiam à saída. Sob o comando do mestre Mário Pam, iniciaram-se os toques da canção tema do ano, seguindo para sucessos como "Mais Belo dos Belos".

Seguindo a tradição anual, o bloco realizou o ritual religioso com a bênção da ialorixá Hildelice Benta, filha da falecida Mãe Hilda Jitolu e atual comandante do terreiro. Com toques e sopros da banda, um banho de pipoca inundou as cabeças dos presentes, em pedido pela proteção de Oxalá e Obaluaê para mais um Carnaval. Pó de pemba lançado e pombas brancas, que simbolizam a paz, foram soltas. Estão abertos os caminhos do Bloco Afro Ilê Aiyê, que seguiu majestoso rumo ao Campo Grande para o primeiro dia de chame na avenida.

O projeto Correio Folia é uma realização do jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.