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Xanddy Harmonia marca presença na abertura do Carnaval de Salvador: 'Samba é patrimônio'

Cantor fez questão de ressaltar que a Bahia é o berço do samba

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 21:10

Xanddy cantou ao lado de Mariene de Castro na Abertura do Carnaval de Salvador 2026
Xanddy cantou ao lado de Mariene de Castro na Abertura do Carnaval de Salvador 2026 Crédito: Reprodução/ TVE

Desde que o samba é samba, é assim: a pele arrepia, o quadril requebra e até quem não quer se vê arriscando alguns passos. Na atmosfera de quem reconhece no batuque um chamado ancestral, o público animado acompanhou a pipoca de Xanddy Harmonia, que puxou um trio no estilo pranchão, no Campo Grande, logo após a abertura oficial da festa, nesta quinta-feira (12).

Xanddy subiu ao trio durante o espetáculo A Rota do Samba, que reuniu grandes nomes do gênero na abertura da maior festa de rua do planeta. Logo no início, fez questão de ressaltar que a Bahia é o berço do samba. “O samba é algo que vai muito além de ser apenas música. É, de fato, um patrimônio imaterial. É preciso dar importância e colocar o nosso samba no lugar que ele merece”, afirmou, sendo ovacionado pelo público.

Xanddy cantou ao lado de Mariene de Castro na Abertura do Carnaval de Salvador 2026 por Reprodução/ TVE

As referências ao ritmo não ficaram apenas no discurso. Na roupa azul, o cantor estampava a frase “Não deixe o samba morrer”, em alusão ao clássico eternizado por Alcione. A mensagem serviu como guia e, com a missão de conduzir o ritmo na voz e nos pés, Xanddy iniciou o percurso pelo Circuito Osmar por volta das 20h15. “Vocês estão prontos, preparados, desejando e querendo? Então aguarde e confie”, disse o artista, que garantiu que 70% do repertório seria composto por samba de roda.

No chão, o que se via era diversidade de idade e origem. O arrepio na pele era o ponto em comum entre gente de todos os cantos, que se mistura, se envolve e se emociona no Carnaval de Salvador. “Tudo começou aqui, no Campo Grande, e é bonito demais ver esse espaço ser retomado. O trio sem cordas representa isso: inclusão e espaço para todo mundo”, afirmou Rosane Kerman, 66 anos. Nascida em São Paulo, a artista plástica participa do Carnaval de Salvador há mais de 30 anos sem perder uma edição.

O clima no Circuito Osmar também despertou nostalgia em Sérgio Amaral, de 75 anos, que curtiu a pipoca acompanhado da esposa e das cunhadas. “O samba está na raiz de tudo isso aqui. Já são mais de 50 anos aproveitando o Carnaval, e o samba sempre esteve presente”, contou.

Pouco antes de iniciar o desfile, Xanddy pediu licença à “torcida”, apelido carinhoso dado aos fãs, e foi ao camarim do trio trocar de roupa, prometendo rapidez. “Homem troca em três minutos, mulher demora meia hora”, brincou.

A espera até a saída do trio gerou impaciência em parte do público. Fãs da banda Mudei de Nome, que se apresentaria logo depois, reclamaram da demora e pressionaram para que o circuito seguisse. O impasse, no entanto, durou pouco, e o cantor retornou ao trio vestindo um novo figurino, adornado com broches estampando rostos de grandes nomes do samba brasileiro.

Durante o percurso, Xanddy convidou Mariene de Castro para interpretar “Ilha de Maré” logo no início. A promessa estava sendo cumprida: o samba ditava o ritmo e conduzia a energia do público.

O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.