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Wendel de Novais
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 19:14
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, um projeto que concede benefícios tributários e facilidades de crédito para a compra da primeira arma de fogo por cidadãos brasileiros e foi apelidado de 'Bolsa Pistola'. A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e, em seguida, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), segundo o g1. >
O projeto é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS) e institui a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo (PNAPAF). O texto prevê redução de impostos e abertura de linhas de financiamento com condições favorecidas por instituições financeiras. O parecer aprovado foi apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS), na forma de substitutivo. >
Pelo texto, poderão solicitar o benefício brasileiros natos ou naturalizados que estejam em situação regular junto à Receita Federal e não possuam registro anterior de arma de fogo. A proposta concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto de Importação (II) e das contribuições ao PIS/Pasep e Cofins. >
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Além disso, prevê a possibilidade de subsídios — totais ou parciais — e financiamento por meio de bancos públicos para aquisição do armamento. Mesmo com os incentivos, a compra dependerá de autorização da Polícia Federal ou do Exército, conforme as regras já previstas na legislação. >
Se receber aval nos dois colegiados, seguirá diretamente para análise do Senado. Caso seja aprovada também na outra Casa, o texto dependerá de sanção presidencial para entrar em vigor. Apesar do avanço, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem afirmado a interlocutores que a matéria enfrenta resistência e não deve prosperar. >
Votação e prioridade >
A votação ocorreu de maneira simbólica, sem registro nominal de votos. A comissão é formada majoritariamente por parlamentares ligados à chamada bancada da segurança pública, conhecida como “Bancada da Bala”, e não houve manifestação contrária durante a análise. >
Entre os grupos apontados como prioritários estão vítimas de violência doméstica com medida protetiva, pessoas que sofreram crimes contra a vida ou o patrimônio, moradores da zona rural e cidadãos com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos — atualmente R$ 8.105. >
A tramitação ocorre em caráter conclusivo. Isso significa que, se for aprovado nas comissões, o projeto seguirá ao Senado sem necessidade de votação no plenário da Câmara. A exceção ocorre caso ao menos 52 deputados apresentem recurso para que o texto seja analisado pelo conjunto dos parlamentares. >