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Mães que transformam: conheça mulheres que promovem ações sociais e lançam seu olhar materno além dos laços familiares

Conheça agora algumas dessas inspiradoras mulheres que são verdadeiras agentes de mudança, em matéria especial do Alô Alô Bahia

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Publicado em 11 de maio de 2024 às 05:00

Madalena Gonçalves e Carlinhos Brown
Madalena Gonçalves e Carlinhos Brown Crédito: Reprodução/Redes sociais

No Dia das Mães celebramos não apenas o amor incondicional que elas dão aos seus filhos, como também o empenho que algumas têm em moldar o mundo ao seu redor. Para determinadas mulheres, a maternidade vai além dos laços familiares, estendendo-se ao compromisso de tornar a sociedade um lugar melhor para todos. São mães que, além de cuidarem de seus filhos, dedicam-se a projetos sociais ou iniciativas de bem-estar, trazendo um impacto positivo em diversas comunidades. Conheça agora algumas dessas inspiradoras mulheres que são verdadeiras agentes de mudança, em matéria especial do Alô Alô Bahia.

D. Madá

Todas as vezes em que fala da mãe, Carlinhos Brown destaca a criação amorosa que recebeu. “Sou muito feliz que minha mãe me fez universo”. Mãe de 9 filhos, dona Madalena Gonçalves cresceu no Candeal Pequeno, em Brotas, e teve uma vida marcada pela superação e ajuda próximo. No ano passado, recebeu o Prêmio Maria Felipa, concedido a mulheres negras que se destacam na luta pelos direitos e contra o racismo na Bahia. Recentemente, Madá teve outra conquista: inaugurou oficialmente o seu restaurante D’Madda, no bairro do Candeal, ao lado de outra filha, Lúcia Cristina. “O D’Madda é a materialização do meu sonho e do sonho de mainha”, celebrou a chef. “Criei meus filhos com muita luta. Hoje, sou muito feliz. Cheguei aonde cheguei com muita fé, perseverança, muita luta de todos os meus filhos e estamos aqui. Nos meus 77 anos, só tenho a agradecer pela vida, estar com saúde e poder estar vivenciando tudo isso”.

ACM Neto, Rosário e Renata de Magalhães Correia
ACM Neto, Rosário e Renata de Magalhães Correia Crédito: Divulgação

Rosário Magalhães

Formada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), com pós-graduação nas áreas de Administração e Recursos Humanos, Rosário Magalhães sempre foi comprometida com causas sociais. Casada com Antonio Carlos Magalhães Júnior e mãe de Renata e ACM Neto, atuou em várias frentes ao longo das últimas décadas, sempre defendendo o desenvolvimento comunitário sustentável. “Acredito que possam existir inúmeros caminhos para se conquistar uma sociedade mais justa e igualitária, porém, no meu entender, o mais importante é ter consciência da importância de se promover condições para tanto. Maior acesso à educação e a saúde de qualidade são essenciais bem como a geração de emprego e renda”, declarou. “Por acreditar no potencial transformador e emancipador do Empreendedorismo Social foi que aceitei o desafio de atuar nessa perspectiva”, completou Rosário que, no Dia das Mães, estará com seus familiares. “Para mim, estar com eles, com saúde e paz, é o presente maior que eu poderia ter. Não poderia deixar de destacar que, diante da catástrofe que estamos presenciando no Rio Grande do Sul, temos que ser solidários. O momento é de doação e muita oração”, disse.

 Flávia Abubakir, Heleninha e Maria do Socorro
Flávia Abubakir, Heleninha e Maria do Socorro Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Flávia Abubakir

Por muitos anos, o casal Flávia e Frank Geyer Abubakir vinha realizando atividades de fomento à cultura e sociais até que, em 2021, criaram o IFA - Instituto Flávia Abubakir. A entidade surgiu a partir do iTipsSolidário, um grupo de Whatsapp que, em 2016, reuniu voluntárias dispostas a apoiar as obras sociais da Igreja da Vitória. “Durante a pandemia, estendemos a ação para auxílios de outra natureza urgentes até decidirmos fundar o Instituto para estruturar e ampliar essas iniciativas e encampar também o trabalho de memória e coleção da família. Hoje, o acervo tem 50 mil itens listados, disponíveis on-line para consulta e pesquisa”, revela. Hoje, além do reforço escolar, o IFA mantém ações de patrocínio, como ao Cine Glauber Rocha, festival de cinema, livraria, realização de mostras educativas, entre outras iniciativas. “A própria coleção, ao estar disponível, se coloca como ferramenta de educação e de promoção à cultura”, conta Flávia, que no Dia das Mães estará na companhia das filhas, Maria Cecilia e Maria Carolina, da mãe e avó, Maria do Socorro e Heleninha Barretto de Araújo, junto com Frank Abubakir. “Será um dia de afeto e proximidade. Nesse domingo, estaremos também torcendo para que a tragédia no Sul seja superada, que as vítimas tenham apoio”.

Valéria, Dete e Catarina Lima
Valéria, Dete e Catarina Lima Crédito: @waldirevora

Dete Lima

Honrar o legado da mãe, Hilda Jitolu, é um compromisso que Dete Lima vem cumprindo desde criança. “Ela sempre foi a minha inspiração, desde que eu nasci”, declara a artista plástica e estilista do Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, criado há quase 50 anos. Mãe de 6 filhos, 2 homens e 4 mulheres, duas já falecidas, Dete espera que sigam honrando esse aprendizado. “Desejo para as minhas filhas que continuem dando continuidade ao legado de Mãe Hilda e ao meu com a cabeça erguida, os pés no chão e o orgulho da família que elas geram para essa terra”, diz sobre o trabalho social que as filhas Valéria e Catarina vêm realizando no Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu. Quem conduz a instituição é Valéria. Formada em Jornalismo e mestre em Estudos Étnicos e Africanos.

Atribuído por Valéria como um “chamado de espiritualidade”, a criação do instituto veio para manter e viver o legado de Mãe Hilda. “Criamos uma organização no ano do seu centenário e, só no primeiro ano de atividade, atingimos quase 400 mulheres do Curuzu e de toda a cidade de Salvador”, conta. O instituto tem dois pilares: geração de renda e preservação de memória. “Dentro da segunda linha, a gente escolhe sempre uma mulher para ser homenageada. E esse ano foi minha mãe, que em 2023 completou 70 anos".

Como aprendeu com a matriarca, Dete Lima vai passar o Dia das Mães em família, com os filhos, netos, o marido, os irmãos e sobrinhos. “É um dia feliz. A gente procura se reunir sempre nas datas marcantes para Mãe Hilda. Eu sei que hoje ela continua presente espiritualmente, mas, em vida, estávamos todos com ela, então, em dias como esse me sinto mais forte ainda”, revela.