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GR Yaris chega ao Brasil por R$ 354 mil com 304 cv e DNA de rali

Turbinado, hatch da Toyota tem 304 cv de potência e a força é entregue nas quatro rodas

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 10 de abril de 2026 às 18:00

O Yaris preparado pela Gazoo Racing tem tração nas quatro rodas, o que amplia a aderência
O Yaris preparado pela Gazoo Racing tem tração nas quatro rodas, o que amplia a aderência Crédito: Divulgação

O nome Yaris chegou ao Brasil em 2018, quando a Toyota lançou o hatchback e o sedã. A trajetória desses modelos chegou ao fim no país no ano passado, para dar espaço para o Yaris Cross, primeiro SUV compacto da marca no mercado nacional. Agora, o fabricante japonês apresentou o GR Yaris, a configuração mais radical do hatch, nesse caso com duas portas e para apenas quatro pessoas.

Apesar de ser um compacto, os R$ 354.990 que a Toyota cobra por ele mostram que é um carro especial. Importado do Japão, o produto estreia nacionalmente em uma edição limitada: apenas 198 unidades. São 99 com câmbio manual e os demais com transmissão automática. Ambos têm o mesmo preço e o primeiro lote, com 99 carros, já foi comercializado.

GR remete à divisão esportiva Gazoo Racing, que teve o desafio de colocar no carro de rua o máximo de soluções adotadas para as competições, onde o modelo brilha no Mundial de Rali (WRC). A herança das pistas pode ser encontrada em diversas partes, como entradas de ar funcionais para melhorar a refrigeração, para-lamas alargados e conjunto de freios de alto desempenho com discos ventilados. Na traseira, elementos aerodinâmicos também contribuem para maior estabilidade em altas velocidades.

O GR Yaris pesa 1.305 kg (manual) e 1.325 kg (automático) e conta com suspensão dianteira McPherson e traseira double wishbone, configuração pouco comum no segmento e voltada à precisão dinâmica. Ela fica acomodada abaixo de uma estrutura que combina as plataformas GA-B e GA-C, o foco foi ampliar a rigidez. Para aliviar o peso, além do uso do alumínio em portas e capô, o teto é de fibra de carbono.

A cabine desse Toyota foi adequada para privilegiar a posição de condução por Divulgação

POTENTE E INTEGRAL

Sob seu capô, que é de alumínio - assim como as portas -, está o motor de três cilindros mais potente do mundo. Com 1.6 litro, esse propulsor turbo a gasolina entrega 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque. Para chegar a esse resultado, a engenharia da Gazoo Racing utilizou artifícios como injeção direta de alta pressão, pistões reforçados e sistema de refrigeração aprimorado.

Foi incluído até um sistema de pulverização de água no intercooler para uso extremo com o intuito de resfriar o ar que passa pela peça. Em apenas 2 minutos, é possível reduzir a temperatura em 25 graus Celsius.

Esse motor pode ser associado a um câmbio manual de seis marchas ou automático, de oito velocidades. No manual, a posição elevada da manopla favorece as trocas rápidas. Já o automático, que tem opção de trocas sequenciais por meio de borboletas atrás do volante, consegue se adaptar e memorizar o estilo de condução do motorista.

Esse conjunto é combinado à tração integral GR-Four, com três diferenciais (central e dois Torsen para cada eixo), permitindo diferentes configurações de distribuição de torque: Normal (60:40), Gravel (53:47) e Track, que varia entre 60:40 e 30:70. O sistema foi desenvolvido com base na experiência da marca no Mundial de Rali.

O carro foi testado no Autódromo Velocitta, em SP
O carro foi testado no Autódromo Velocitta, em SP Crédito: Acervo pessoal

FOCO NO MOTORISTA

A cabine segue o conceito driver-first, colocando a experiência do condutor como prioridade máxima. Por isso, o console central é inclinado em 15° e também há espaço para instalação de mostradores adicionais à frente do copiloto, uma referência clara aos carros de rali.

Para uma postura de pilotagem mais fiel à dos carros de competição, o painel foi rebaixado em 5 centímetros, o retrovisor reposicionado e os bancos dianteiros foram rebaixados em 2,5 cm, para aprimorar a ergonomia e garantir uma sensação mais purista. A direção elétrica recebeu ajuste específico para respostas mais diretas, reforçando o caráter esportivo.

Em relação à segurança, são destaques os oito airbags e os sistemas de auxílio à condução, que incluem assistentes como alerta de saída de faixa, piloto automático adaptativo, sistema de pré-colisão, farol alto automático e monitor de ponto cego.

Apesar de não ser um modelo acessível, a Toyota divulgou o custo das cinco primeiras revisões programadas, que devem ser feitas a cada 10 mil quilômetros ou um ano. O preço médio de cada uma é R$ 1.167.

Outro atrativo, inédito em um esportivo à venda no país, é o programa Toyota 10, que permite estender a garantia do veículo por até 10 anos, desde que as revisões sejam realizadas na rede autorizada. A cobertura inclui diversos componentes mecânicos e eletrônicos, com limite de até 200 mil km para uso particular.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA TOYOTA

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