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Antônio Meira Jr.
Publicado em 12 de abril de 2026 às 17:00
Na concepção do Projeto GEM (Global Emerging Markets), uma parceria da americana General Motors com a chinesa SAIC para mercados emergentes, estavam previstos cinco produtos para a Chevrolet na América do Sul.>
No final de 2019, foram lançados dois desses modelos: Onix e Onix Plus, veículos que substituíram a geração inicial, apresentada em 2012. Na sequência, em 2020, chegou o novo Tracker e, três anos depois, foi a vez da Montana. Ficou faltando um carro, o Sonic, que será apresentado no próximo mês. >
Chevrolet Sonic 2027
No entanto, a GM antecipou nesta semana, para um pequeno grupo de jornalistas, o modelo inédito. Ele tem o porte similar ao Volkswagen Nivus e será posicionado acima do Onix Activ, configuração com apelo aventureiro do hatchback que chegará no final do semestre. Apesar de mostrar o modelo sem camuflagem, a GM não permitiu que fossem produzidas imagens do Sonic, mas o produto impressionou pelo visual arrojado, inspirado no Equinox EV. >
“Apesar de fazer parte de um programa global, o Sonic foi idealizado e liderado pelo nosso time na América do Sul, o que traz para o projeto toda a nossa experiência em criar produtos de volume pensados para atender às reais demandas do consumidor da região”, explica Fábio Morgan, engenheiro-chefe do produto.>
DETALHES DO DESENVOLVIMENTO>
Mesmo com uma derivação comum com outros veículos, a GM afirma que o Sonic traz carroceria reforçada, novo conjunto de suspensão, bitolas e rodas específicas, além de evoluções mecânicas e eletrônicas. >
Para esse desenvolvimento, feito na fábrica de São Caetano do Sul (SP), e ajustes na fábrica de Gravataí (RS), a empresa investiu R$ 900 milhões. >
Para os testes dinâmicos, antes de levar unidades camufladas para validação em vias públicas, a GM utiliza o Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), que reúne laboratórios e 18 pistas de testes.>
AS DIMENSÕES DO NOVO SONIC>
Assim como os outros veículos derivados do projeto, o Sonic adota proporções próprias: são 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura. Ou seja, é 7 centímetros maior que o Onix e 4 cm menor que o Tracker. Na comparação com Nivus, ele é 4 cm menor. >
A versão apresentada para a imprensa foi a RS, que tem apelo esportivo e que inclusive traz um cinza inédito para o portfólio da Chevrolet no país.>
BALANÇO POSITIVO NO BRASIL>
Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves zero-quilômetro somaram 258.223 unidades no país e avançaram tanto na comparação com fevereiro (46,07%) quanto frente a março do ano passado (40,23%). Esse resultado levou o acumulado do trimestre ao terceiro melhor resultado da série histórica, apenas atrás dos anos de 2011 e 2012. >
“Os segmentos de automóveis e comerciais leves continuam sendo um dos principais termômetros de mercado. Há uma combinação de demanda do consumidor, renovação de portfólio, maior diversidade de oferta e um ambiente comercial mais ativo, com concorrência entre marcas que está trazendo promoções, o que contribuiu para o bom resultado do trimestre. Além disso, o Programa Carro Sustentável representou mais de 27% das vendas”, analisou Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, entidade que reúne os revendedores de veículos.>
MERCADO BAIANO DE VEÍCULOS>
Na Bahia, foram emplacados 8.982 automóveis e comerciais leves em março. Esse volume significa uma alta de 51,62% na comparação com fevereiro e 30,53% na comparação com março do ano passado. >
No entanto, na comparação do acumulado deste ano (21.500 unidades) contra o do ano passado (20.891), a alta foi de apenas 2,92%.>
MOTOS CRESCEM MAIS NO ESTADO>
O mercado de motocicletas cresceu mais: foram 15.408 unidades emplacadas na Bahia em março. Ou seja, alta de 33,76% na comparação com fevereiro e 35,79% no confronto com os dados de março passado. >
O segmento mostra sua força na constância apresentada no acumulado deste ano (39.149 motos) contra o primeiro trimestre do ano passado (32.789), alta de 19,40%.>
BAIXA DAS EXPORTAÇÕES>
As exportações de veículos produzidos no Brasil caíram 18,5% no primeiro trimestre em relação ao ano anterior. De janeiro a março, foram embarcadas 99.700 unidades, quase 25 mil exemplares a menos que no mesmo período de 2025. >
O principal impacto foi o menor envio para a Argentina, houve uma queda de 28% na comparação com o ano passado. Já a Colômbia apresentou um resultado positivo, com alta de 21,5%. >
Para a Argentina foram enviados 51.700 veículos e para a Colômbia, 7.500 exemplares. O México absorveu 16.700 unidades, o Uruguai, 5.900, e o Paraguai, 5.300.>
PRODUÇÃO DE MOTOS AVANÇA>
Dados da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes de motocicletas, revelam que 561.448 unidades saíram das linhas de montagem de janeiro a março. Alta do trimestre foi de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse volume representou o segundo melhor trimestre da história, o anterior ocorreu em 2008. >
O mês passado apresentou ótimos resultados e ajudou no volume do trimestre. Foram 212.716 unidades fabricadas em março, aumento de 34,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 29,6% em relação a fevereiro deste ano. A Abraciclo projeta fechar o ano com 2,07 milhões de motocicletas fabricadas, crescimento de 4,5% em relação a 2025. Desse total, 45 mil devem ser exportadas.>
KAIT NA AMÉRICA LATINA>
Produzido em Resende (RJ) e lançado em dezembro no país, o Nissan Kait teve suas exportações ampliadas nesta semana. Depois do Paraguai, o SUV de entrada começou a ser enviado para a Colômbia e a Costa Rica. >
A meta da empresa japonesa é enviar o Kait para mais de 20 países da América Latina.>