Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Rodrigo Daniel Silva
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 05:30
Mal foram definidas as vagas abertas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) com a morte de Pedro Lino e a aposentadoria de Antonio Honorato, e aliados do governador Jerônimo Rodrigues (PT) já passaram a mirar a próxima cadeira que ficará disponível no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O conselheiro Francisco Netto se aposenta em agosto deste ano, e o movimento nos bastidores começou cedo. >
Um dos nomes que aparecem com força é o do ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Adolfo Menezes (PSD). Aos 68 anos, Adolfo foi diretamente beneficiado pela Proposta de Emenda à Constituição (PCE) promulgada no fim do ano passado pelo Legislativo baiano, que elevou de 65 para 70 anos a idade máxima para ingresso nos tribunais de contas. A mudança também ampliou de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória dos conselheiros, o que abre espaço para novas articulações.>
Rifado da chapa>
No PSD, cresce a leitura de que uma declaração recente do senador Otto Alencar, presidente estadual da legenda, acabou rifando o senador Angelo Coronel (PSD) da chapa à reeleição de Jerônimo Rodrigues. >
Entre integrantes do partido, a avaliação é de que Coronel pode, inclusive, migrar para o grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Segundo essa ala do PSD, restariam apenas duas alternativas para Coronel permanecer no campo governista: aceitar ser vice de Jerônimo ou figurar como suplente do senador Jaques Wagner (PT). A segunda hipótese já foi descartada pelo próprio Coronel. Quanto à vice, aliados afirmam que ele tem resistido, sob o argumento de que não se identifica com a linha política do atual governo estadual, mais alinhada à esquerda.>
Troca-troca na chapa>
Embora seja tratada como improvável por petistas - especialmente por Jaques Wagner -, a especulação de que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), poderia substituir Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo voltou a ganhar força na semana passada. O motivo seria o desempenho abaixo do esperado nas pesquisas de avaliação da gestão.>
Nos bastidores, a leitura é de que a decisão de Jerônimo de adiar para março o anúncio da chapa teria como objetivo ganhar tempo para tentar melhorar os números. Caso isso não ocorra, cresce a aposta de que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia entrar em campo para forçar uma mudança no comando da candidatura petista na Bahia.>
A avaliação reservada dentro do partido, inclusive repercutida por veículos da imprensa nacional, é de que Jerônimo não conseguiu imprimir uma marca à gestão capaz de alavancar o desempenho eleitoral de Lula.>