Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Quem é o líder da Tropa do A que ordena ataques contra o Comando Vermelho e impõe terror em Salvador?

Ordens do traficante são repassadas mesmo com ele preso

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 3 de março de 2026 às 11:22

Tiroteio: moradores vivem momentos de tensão no Costa Azul
Tiroteio: moradores vivem momentos de tensão no Costa Azul Crédito: Bruno Wendel/CORREIO

Quando o assunto é o Inferninho de Cima, três letras dão a alcunha de um homem implacável e vingativo: “Fal”. Ele é apontado como líder da Tropa do A, facção que comanda o tráfico de drogas em parte da comunidade oficialmente chamada Santa Rosa de Lima, no bairro Costa Azul. Segundo moradores, o traficante é um dos responsáveis pelo clima de terror iniciado há menos de 15 dias na região, após confrontos constantes com o Comando Vermelho (CV), que ocupa a outra metade do território.

Mesmo cumprindo pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, Fal teria ordenado que seus comparsas reagissem sem piedade às investidas do grupo rival, que domina o Inferninho de Baixo e quer controle total do território. Para conter a ofensiva, ele teria usado sua influência para trazer reforços do Primeiro Comando da Capital (PCC) de Sussuarana Velha, entre eles nomes já conhecidos da polícia baiana, como Iuri, Bart e Iago.

Tiroteio: moradores vivem momentos de tensão no Costa Azul por Bruno Wendel/CORREIO

“Por ora deram uma trégua, mas a gente sabe que é temporária”, relatou um morador. Segundo ele, um “toque de recolher” foi imposto no último dia 20, quando começaram os confrontos, e durou quase uma semana, mesmo com ações policiais na localidade.

De acordo com investigações, a Tropa do A — ou A Tropa, como também é conhecida — movimentava cerca de R$ 2 milhões por mês com tráfico de drogas, roubos a bancos e lavagem de dinheiro. Em novembro de 2020, durante a Operação Ícaro, a Polícia Civil localizou um apartamento no edifício Cittá, no Imbuí, adquirido à vista pela liderança da facção.

O imóvel teve o sequestro judicial determinado a pedido da polícia. No local, foram encontrados R$ 140 mil em espécie guardados em um cofre e 50 celulares.

Durante as ações contra a organização criminosa, também foram apreendidos R$ 300 mil em dinheiro, pouco mais de 300 quilos de entorpecentes, uma espingarda e seis veículos.