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Maysa Polcri
Publicado em 3 de março de 2026 às 05:30
O vazamento de gás seguido de explosão registrado em um prédio no Vale dos Rios, em Salvador, na última sexta-feira (27), reacendeu uma dúvida comum entre moradores de casas e apartamentos: quanto custa um seguro residencial e o que ele realmente cobre em situações como essa? >
De acordo com Alex Grabowski, diretor do Sindicato das Seguradoras nos estados da Bahia, de Sergipe e de Tocantins (Sindseg) não é simples estabelecer um valor médio, já que o seguro residencial é altamente personalizado. “É difícil a gente falar em média, porque o seguro residencial é personalizado. Você consegue ter desde os seguros mais básicos, com coberturas básicas, até um seguro mais completo. Vai depender muito do que a pessoa está contratando e do perfil”, explica.>
Ainda assim, ele estima que um plano mais básico pode custar entre R$ 300 e R$ 500 por ano, enquanto um intermediário pode variar de R$ 500 a R$ 800. “Depende do tipo de imóvel, da metragem e das coberturas escolhidas”, ressalta. >
Codesal faz vistoria em prédios afetados por explosão no Stiep
A cobertura básica normalmente inclui incêndio, raio e explosão — o que abrange, por exemplo, casos de vazamento de gás seguido de explosão, como aconteceu em Salvador. As informações preliminares apontam para vazamento de GLP (gás de cozinha) de um botijão em um dos apartamentos do segundo andar. Após uma possível fonte de ignição, houve a explosão, que fez com que parte do prédio desabasse. >
Além de casos como esse, é possível contratar coberturas acessórias, como danos elétricos, roubo, furto qualificado, vendaval e responsabilidade civil. Segundo Alex Grabowski, as coberturas adicionais influenciam diretamente no valor final da apólice. “Roubo e dano elétrico costumam ser coberturas mais caras. Cada cobertura acessória tem uma taxa diferenciada.”>
Em situações em que a explosão atinge imóveis vizinhos, como ocorreu no caso do Stiep, a indenização a terceiros depende da contratação da cobertura de responsabilidade civil. >
O especialista também alerta que há exclusões previstas em contrato. Casos de negligência, atos ilícitos ou situações não contempladas nas coberturas contratadas podem resultar na negativa de indenização. Por isso, ele recomenda atenção às condições gerais da apólice antes da contratação.>
Para quem vive em imóvel alugado, o seguro também é possível e pode ser estratégico. Segundo o diretor do sindicato, o locatário pode contratar uma apólice completa, incluindo tanto a estrutura do prédio quanto o imóvel. Nesse caso, é possível inserir o proprietário como beneficiário da parte estrutural. “Se pegar fogo, por exemplo, a cobertura da parte estrutural é paga direto para o proprietário, e o conteúdo é indenizado ao inquilino”, explica. >
Caso o proprietário já tenha seguro da estrutura do prédio, o inquilino pode optar por contratar apenas a cobertura do conteúdo, protegendo móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais. O especialista alerta, no entanto, que é importante confirmar se o imóvel já possui seguro contratado pelo dono, para evitar que a estrutura fique descoberta.>
Alex Grabowski ainda ressalta que situações de negligência, atos ilícitos ou riscos não incluídos na apólice podem gerar negativa de pagamento, o que reforça a importância de ler atentamente as condições do contrato antes da contratação. Ter um seguro para o imóvel é fundamental para protegê-lo contra acidentes, riscos e imprevistos, segundo especialista. >
Explosão destrói parte de prédio
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) realizou, nesta segunda-feira (2), uma nova avaliação estrutural do prédio localizado na Rua Elisiário Silveira Andrade, no Conjunto dos Bancários, bairro do Stiep. O edifício foi atingido por uma explosão seguida de incêndio na última sexta (27). As informações iniciais dão conta que o prédio não deve ser completamente demolido, mas o laudo ainda não foi divulgado. >
Dezesseis pessoas foram atendidas após a explosão, sendo quatro delas bombeiros militares. Parte das vítimas foi liberada ainda no local e outra parte foi encaminhada para unidades de saúde. As vítimas apresentaram, em sua maioria, quadros de leve a moderada complexidade. Não houve registro de óbitos.>