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Maysa Polcri
Publicado em 2 de março de 2026 às 16:11
A novela do antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB), no bairro do Stiep, em Salvador, parece não ter fim. Alvo de constantes invasões, furtos e depredações, o equipamento segue abandonado 11 anos após o fechamento, segundo denúncias de moradores que vivem próximo ao local. Agora, o terreno tem um novo prazo para ser vendido, segundo o governador Jerônimo Rodrigues (PT). >
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), o governador disse que a expectativa é que o processo de venda do terreno ocorra ainda neste ano. "Foi publicada a venda do atual terreno. A Bahia tem, nesse caso aqui, em Salvador, a expectativa de que a gente possa fazer o planejamento de ação dentro do nosso programa até dezembro", disse Jerônimo Rodrigues. >
Área do antigo Centro de Convenções da Bahia, que desabou há quase dez anos, segue abandonada
Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) autorizou a venda de diversos terrenos que pertencem ao Estado da Bahia. Entre eles, o antigo Centro de Convenções, o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran) e o Terminal Rodoviário de Salvador. As vendas continuam empacadas desde então. >
O antigo Centro de Convenções da Bahia foi fechado em 2015. No ano seguinte, parte do prédio desabou, ferindo três pessoas. Na época, o Governo da Bahia divulgou que o centro seria demolido, mas o empreendimento foi penhorado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). >
O local ficou, durante anos, envolvido na disputa judicial entre o Estado e ex-funcionários da extinta Bahiatursa. Até que em setembro de 2025, o TRT cancelou o arresto e a penhora do imóvel, após um acordo. >
Mesmo fora da disputa, o terreno que já foi avaliado em R$ 300 milhões, segue abandonado. Em janeiro deste ano, moradores da região foram surpreendidos por uma grande fumaça saindo do antigo Centro de Convenções. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 6h, após relatos de que haveria um incêndio em lixo nas proximidades do prédio. Os relatos de invasões e furtos são recorrentes. >