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China aposta em parceria com o Brasil contra turbulências geopolíticas

Agro brasileiro é aposta dos chineses para atender novas demandas alimentares

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 14 de maio de 2026 às 05:00

O vice-presidente Geraldo Alckmin cumprimenta o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao Crédito: Divulgação

Otimismo chinês

Zhu Qingqiao, embaixador da China no Brasil, é uma figura e tanto. Participou do Congresso da Abramilho, nesta quarta-feira (dia 13), em Brasília, quando o clima entre representantes do agro brasileiro era de apreensão com o veto da União Européia à carne brasileira, além dos problemas causados pela guerra no Oriente Médio. Sempre com um sorriso, explicou a cartilha chinesa em relação à produção: “sem agricultura não há estabilidade e sem indústria, não há como enriquecer”. Durante alguns minutos, o diplomata discorreu sobre a história econômica recente do seu país, lembrando que garantir segurança alimentar é um princípio inegociável. “Como diz sempre o presidente Xi Jinping, temos que manter as tigelas nas mãos dos chineses”, afirmou. Questionado sobre o cenário geopolítico, respondeu olhando adiante, apostando na parceria com o Brasil: “Estamos passando pela tempestade perfeita, mas estamos no mesmo barco. Temos que manter a tranquilidade e a solidariedade, porque estamos na mesma direção”.

Relação complementar

Zhu Qingqiao acredita que Brasil e China vão se tornar cada vez mais próximos por interesses de mercado complementares. Os dois são grandes produtores agrícolas, com a China sendo capaz de suprir os alimentos básicos para a sua população. Acontece, frisa, que o povo chinês está sofisticando a sua alimentação. “Já resolvemos o problema de fome, agora a população quer comer melhor e quer comida mais diversificada”, explicou. É onde o Brasil entra na equação. “As pessoas querem o que vem de fora”. Segundo ele, até 2035, a previsão é que a China dobre a renda per capita em relação ao ano 2000, alcançando a média de US$ 20 mil. “O Brasil tem muitos recursos naturais, com tradição de produção agrícola. Essa complementaridade vai aumentar cada vez mais. Antigamente era só soja, agora a pauta está se diversificando”, acredita. “Há um bom futuro em nossas cooperações”, diz.

Milho e sorgo

Falando de produção agrícola, as expectativas em relação à produção brasileira de milho são as melhores possíveis. Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, lembra que a cultura agrícola reúne potencial para alimentação humana, animal e ainda pode gerar energia, sem prejuízos em nenhum dos casos. O produtor Paulo Bertolini, da Abramilho, aposta que o Brasil vai continuar ampliando a produção de milho, mas vê o sorgo ganhando cada vez mais força como atividade complementar. “O sorgo tem potencial para o etanol, com qualidade também para produção de DDG (alimento animal) e tem a vantagem de ser mais tolerante à seca, com um custo de produção mais barato por hectare. Não vai tomar o espaço do milho, mas vai complementar a cadeia”, projeta. Segundo ele, hoje já existem dois produtores brasileiros exportando sorgo para a China, enquanto outros 100 já estão preparados, aguardando apenas as autorizações necessárias.

E a Fiol, hein?

O mundo seria um lugar muito melhor se todos tivessem o otimismo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A agência publicou um texto no último dia 8 dizendo, em relação à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que tem a expectativa de que "a entrega da superestrutura do Lote 1, prevista para outubro, marque uma nova etapa do empreendimento, ampliando a integração logística nacional e contribuindo para o aumento da competitividade brasileira no mercado internacional". Seria uma notícia incrível se o trecho não estivesse completamente paralisado desde o primeiro semestre do ano passado. Ou a ANTT sabe de algo que ninguém mais sabe, ou copiou e colou informação de alguma planilha desatualizada. Até onde sabe, infelizmente não há nada de novo em relação ao assunto, além de especulações sobre um novo investidor.

Que pessimismo

Por outro lado, o CEO da VLI, Fabio Marchiori, é bastante pessimista em relação à conclusão da Fiol. Em entrevista publicada pelo Neofeed, o executivo da empresa de infraestrutura ligada à Vale, diz que a ferrovia vai demorar, no mínimo, dez anos para ser concluída. Ou seja, na melhor das hipóteses, em 2036. Que coisa.

Dia doce

O Dia das Mães, comemorado no último domingo (dia 10), movimentou a economia baiana e elevou em 5,2% as vendas de produtos e serviços no fim de semana, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Itaú Unibanco, baseados em seus meios de pagamento. Entre os setores mais beneficiados, os doces lideraram com 25,5% de alta nas vendas, seguido pelas lojas de departamentos e variedades (+23,7%), açougues (+13,1%) e supermercados (+12,9%). As vendas de óculos tiveram 10,6% de acréscimo de consumo no período, enquanto as agências de viagens e restaurantes tiveram alta de 8,4% e 5,5%, respectivamente.

Avança Chapada

Território de importantes riquezas naturais e grande potencial de cadeias produtivas, a Chapada Diamantina ganhará novo impulso para o desenvolvimento econômico sustentável neste mês de maio, com o lançamento do programa Avança Chapada, no dia 15 de maio, em Mucugê. Parceria do Sistema Fieb com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o programa contará com oito meses de atividades presenciais em Mucugê, Seabra, Piatã, Morro do Chapéu e Lençóis. A ideia é mobilizar representantes de diferentes setores econômicos dos 24 municípios da região, como indústria, agroindústria, mineração, energia, serviços e turismo, para ouvir demandas, definir prioridades e consolidar diretrizes comuns, valorizando as vocações e potencialidades da região.