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Festas juninas movimentam R$ 4 bilhões na região Nordeste

São João alcança 78% da população brasileira, aponta estudo

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 30 de abril de 2026 às 05:00

Em Amargosa, São João deve movimentar cerca de R$ 50 milhões Crédito: Divulgação

Força junina

Que o São João é a grande festa do Nordeste, todo mundo sabe. Mas um estudo realizado pelas empresas Spons e Blend mostra que o período têm impacto nacional. O levantamento aponta que os festejos juninos alcançam 78% da população brasileira, em celebrações que chegam a durar entre 30 e 70 dias, em mais de 1,7 mil municípios – claro que boa parte deles está no Nordeste. É o principal momento cultural do país fora dos grandes centros urbanos. A movimentação econômica é de aproximadamente R$ 7,4 bilhões – R$ 4 bilhões no Nordeste –, aponta a pesquisa. No Nordeste, a festa estrutura o ano social, ativa o retorno da diáspora regional e concentra o maior esforço de produção cultural, musical e econômica do período. Em cidades do interior, o ciclo junino se torna o principal motor de turismo, ocupação hoteleira, comércio local e geração de renda, com impacto direto em bares, restaurantes, transporte e economia criativa.

Regionalismos

O estudo também diferencia as dinâmicas regionais próprias. No Sudeste, a celebração assume formatos mais localizados, frequentemente ligados a igrejas, festas comunitárias e microuniversos urbanos. No Nordeste, a escala é estrutural: cidades inteiras se organizam em torno da festa, que ocupa ruas, praças e equipamentos públicos, com protagonismo das prefeituras na produção, curadoria e financiamento. Esse modelo público garante continuidade cultural, define regras de patrocínio e preserva o protagonismo coletivo da música, das quadrilhas e das manifestações populares. “O São João é a maior plataforma cultural do Brasil em escala e impacto econômico, mas ainda é subestimado por marcas que não entendem sua complexidade territorial”, avalia Felipe Bratfisch, CEO da Spons. “Nosso estudo oferece às empresas um mapa estratégico para investir com retorno mensurável e legitimidade cultural, respeitando a lógica pública e comunitária da festa”, destaca.

O charme da Bahia

Em Amargosa, o São João de Amargosa vai injetar mais de R$ 50 milhões no comércio, rede hoteleira, setor gastronômico e ambulantes da cidade. A previsão da prefeitura é investir algo em torno de R$ 9 milhões. Durante o período da festa são gerados mais de 1.000 empregos diretos e indiretos. A cidade recebe famílias inteiras de todas as partes do Brasil com segurança, acolhimento e muita alegria. A festa, que se apresenta como “o charme da Bahia”, deve reunir mais de 90 mil pessoas – quase três vezes a população do município – na Praça do Bosque, que será animada por mais de 140 horas de forró. Também será realizada a 2° edição do Camarote Tio Zé.

A força das médias

O crédito concedido às médias empresas pelo Itaú BBA gerou impacto médio anual de R$ 10,7 bilhões no PIB da região Nordeste entre 2020 e 2024, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). No período, a atividade apoiada pelo banco também resultou em R$ 5 bilhões em renda, R$ 3,4 bilhões em impostos e 133 mil ocupações. No Brasil, o impacto médio anual estimado foi de R$ 105 bilhões em PIB, R$ 49 bilhões em renda, R$ 34 bilhões em impostos. “As médias empresas ocupam uma posição estratégica no desenvolvimento das economias regionais. O estudo reforça como o crédito estruturado e o atendimento especializado contribuem para fortalecer cadeias produtivas locais, gerar empregos e ampliar a arrecadação”, afirma Fábio Villa, diretor comercial responsável pelo Middle Market, Corporate Banking, Multinacionais e Tech Companies. O levantamento foi conduzido pela FGV com base em metodologia de matriz insumo-produto, estimando os impactos diretos, indiretos e induzidos da atividade econômica associada ao atendimento às médias empresas pelo Itaú BBA no período de 2020 a 2024.

Assinatura baiana

A Odebrecht Engenharia & Construção inaugura nesta sexta-feira (dia 1), no Paraná, a Ponte de Guaratuba, um projeto que carrega a essência de uma engenharia nascida na Bahia e hoje reconhecida internacionalmente. Com vão de 160 metros e soluções avançadas em fundações marítimas, o projeto também se destacou pela formação de profissionais. Ao longo da execução, a obra mobilizou 630 trabalhadores diretos. A entrega reforça como a tradição, o conhecimento e a capacidade de execução da engenharia baiana estão presentes em grandes obras pelo Brasil.

Reeleito

O empresário Kelsor Fernandes foi reeleito presidente da Fecomércio BA, para o quadriênio 2026/2030, com quase 90% dos votos. “Nossa meta principal é entregar, nesse quadriênio, as grandes obras já iniciadas na Bahia, a exemplo do Polo de Vivências José Roberto Tadros – Sesc Piatã, em Salvador, que é a maior obra privada do Estado atualmente; a Escola Técnica e Criativa Senac, na Avenida ACM; o Restaurante Sesc, no bairro do Comércio, além das unidades e núcleos no interior”, declara.