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Operação mira núcleos de operação e financeiro do CV no Complexo do Nordeste

‘Falcão’, ‘Zóio de Gato’ e ‘Chokito’ estão entre os integrantes apontados como líderes do tráfico na região

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 7 de maio de 2026 às 10:45

‘Zói de Gato’, 'Falcão' e ‘Chokito’: quem sustenta o domínio do CV no Nordeste
‘Zói de Gato’, 'Falcão' e ‘Chokito’: quem sustenta o domínio do CV no Nordeste Crédito: Reprodução

Um dos objetivos da Operação Swell, realizada nesta quinta-feira (7) no Complexo do Nordeste, é desarticular os núcleos operacional e financeiro do Comando Vermelho (CV) espalhados em diferentes pontos do “QG” da facção. Nesta segunda-feira (4), o CORREIO listou algumas das lideranças que já estavam na mira das forças de segurança.

É o caso de Tiago Roberto Cunha, conhecido como “Falcão”, que possui mandado de prisão por tráfico de drogas expedido desde 21 de dezembro de 2021 pela Vara de Execuções Penais de Lauro de Freitas. Ele é apontado como responsável pelo tráfico no Alto do Vale das Pedrinhas, área que abrange a Rua do Japão, a Rua da Coreia e a localidade conhecida como Banco dos Cornos. Também é acusado de liderar o “bonde” envolvido no ataque a uma viatura da Polícia Militar que terminou com a morte do cabo Glauber Rosa Santos, em fevereiro deste ano.

‘Zói de Gato’, 'Falcão' e ‘Chokito’: quem sustenta o domínio do CV no Nordeste por Reprodução

José Carlos Ferreira dos Santos, o “Zóio de Gato”, é descrito como gerente da área dos Alagados e, atualmente, estaria no Rio de Janeiro, berço histórico da facção. A ligação reforça o intercâmbio entre os núcleos da organização criminosa. Ele ocupa a carta “Nove de Copas” no Baralho do Crime e é procurado por tráfico de drogas, homicídio, organização criminosa e associação para o tráfico.

Já William Santos Santana, conhecido como “Chokito”, é apontado como liderança do CV em parte da localidade Sucupira, no Beco da Juju, na Rua São Jerônimo e na Rua da Olaria. Segundo as investigações, ele teve participação na morte do cabo Gustavo Gonzaga da Silva, esquartejado no Nordeste de Amaralina, em 2018. Em janeiro do ano passado, foi preso com cinco comparsas após invadirem uma casa e ameaçarem matar uma família no bairro de Santa Cruz. Mesmo preso, continuaria dando ordens de dentro do sistema prisional, segundo a polícia.

A divisão territorial da facção inclui ainda outros nomes associados a localidades específicas, como Hélder, na Rua Caio Pedreira Filho; “Feijão”, na Rua Sete de Agosto, também conhecida como “Globo”; “Trovão”, na Serra Verde, onde divide o controle do final de linha de Santa Cruz com “Boba”; “Arraia”, apontado como chefe das localidades da Mangueira e Colômbia; e “Batoré”, na Rua Sucupira. A presença dessas lideranças reforça o controle capilarizado exercido pelo grupo criminoso na região.