Miro Palma: O Ba-Vi e as suas consequências

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Publicado em 5 de outubro de 2015 às 04:25

- Atualizado há 10 meses

De um lado, alegria, confiança e a certeza do acesso. Do outro, tristeza, decepção e insegurança. O segundo Ba-Vi da Série B deixou suas marcas, como já era esperado. Enquanto o Vitória do técnico Vagner Mancini confirmou a melhor fase dentro de campo com mais uma exibição consistente, o Bahia de Sérgio Soares demonstrou, novamente, o desequilíbrio tão presente no segundo semestre azul, vermelho e branco. Restam nove rodadas para o fim do campeonato e, ao menos pelos números, ainda temos chance de ver os nossos dois clubes na elite do futebol brasileiro em 2016.Com 52 pontos, na vice-liderança, o rubro-negro tem o direito de almejar o título, afinal, a distância para o líder Botafogo é de apenas quatro pontos. Com esse objetivo maior, a vaga no grupo dos quatro primeiros aparece como consequência. Nas duas próximas rodadas, o Leão encara Boa Esporte (18º) e Paraná (13º) como mandante. Hora ideal para a torcida chegar junto e ajudar o time a papar mais dois triunfos. De acordo com os matemáticos da UFMG, especialistas em analisar as probabilidades do futebol, com 64 pontos o time tem 99% de chance de garantir o acesso. No caso do Vitória, seriam só mais quatro resultados positivos.Em sexto, com 47 pontos, o tricolor tenta se apegar justamente aos números para manter as esperanças de sucesso no final da temporada. Um pontinho atrás de Santa Cruz e América Mineiro, terceiro e quarto colocados, respectivamente, o Bahia não pode jogar a toalha, apesar de o desempenho técnico ser sofrível e, em alguns momentos, irritante. A queda de performance nas últimas dez rodadas é gritante e o treinador Sérgio Soares precisa ter humildade para reconhecer os erros caso queira subir. O Bahia tem somente a 12ª melhor campanha do returno. Em dez jogos, três triunfos, cinco empates e duas derrotas, com 15 gols marcados e 15 gols sofridos.Para piorar a situação, são duas partidas consecutivas fora de casa diante de Paysandu (5º) e Oeste (14º). É bom não se enganar com a equipe paulista, afinal, são sete partidas de invencibilidade. Dos 37 pontos conquistados por eles na competição, 26 foram dentro de casa. Caso o Bahia não volte dentro do G-4 nessa pequena excursão, dificilmente encontrará forças para reagir e arrancar rumo à Série A. Nessas horas, com todo respeito a quem está jogando, é bom separar os homens dos meninos. Jogadores experientes como Pittoni e Souza não podem ficar no banco de reservas. Essa teimosia de Soares pode custar caro. Chega de mudar, mudar e mudar. A torcida quer um time e não um bando... KiezaDentro de campo, Kieza é o melhor jogador do Bahia e ninguém duvida disso. São 25 gols na temporada e nove assistências. Não à toa recebeu a faixa de capitão. E é exatamente por isso que ele deveria dar exemplo. A vergonhosa atitude de comemorar um gol e jogar a camisa do clube no chão para exibir a de uma torcida “organizada” não pode ser esquecida. Desrespeitou o clube, a torcida do Bahia e os patrocinadores, que pagam caro para exibirem suas marcas no uniforme.Na hora do gol, quando todas as câmeras estão direcionadas no principal jogador do time, ele simplesmente resolve apoiar um grupo que está suspenso do estádio por causa de atos de violência e vandalismo. A diretoria do clube não pode permitir isso, pois não dá para passar a mão na cabeça e fingir que nada aconteceu. Kieza é fundamental, mas, antes de tudo, vem o Bahia. Aguardo ansiosamente pelo posicionamento do diretor de futebol Alexandre Faria e do presidente Marcelo Sant’Ana sobre o caso.Miro Palma É subeditor de Esporte e escreve às segundas-feiras