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Pombo Correio
Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 21:03
O deputado estadual Nelson Leal (PP) afirmou que os problemas da Bahia estão se agravando ao avaliar o início do quarto ano de gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Para o parlamentar, o governo não cumpriu promessas de campanha e conseguiu aprofundar dificuldades históricas do estado, o que, segundo ele, demonstra incapacidade de gestão. >
Na avaliação de Leal, a violência segue fora de controle e em níveis ainda mais elevados. “A Bahia continua liderando os rankings nacionais de homicídios, com facções dominando territórios, impondo medo à população e executando trabalhadores inocentes. O governo assiste a tudo isso sem apresentar uma estratégia eficaz. A sensação de insegurança só aumenta”, afirmou.>
O deputado também criticou a crise permanente na saúde pública, com destaque para a fila da regulação. “Todos os dias surgem novos casos de pessoas aguardando atendimento, exames ou cirurgias, muitas vezes em situações graves. A fila da regulação virou um símbolo da falência da gestão estadual na saúde. As pessoas sofrem, esperam e, infelizmente, muitas não resistem”, disse.>
Na área de infraestrutura, Leal reforçou as críticas ao ritmo das obras e citou dados oficiais. Segundo ele, em cada canto da Bahia é possível encontrar canteiros, mas sem trabalhadores. De acordo com o Painel de Acompanhamento de Obras Paralisadas, do Tribunal de Contas da União, atualizado anualmente, 926 das 1.770 obras existentes no estado estão paralisadas. Os empreendimentos somam cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos já recebidos e incluem projetos como a Ponte Salvador-Itaparica, a Fiol, a BR-324 e a BR-116. Apenas 48% das obras em andamento contam com frentes de trabalho ativas.>
“Promessas como a Ponte Salvador-Itaparica nunca saíram do papel. As estruturas do antigo centro de convenções estão em péssimas condições e diversos equipamentos públicos permanecem abandonados. Obras anunciadas há décadas, como a Fiol e o Porto Sul, seguem sem conclusão. O governo não consegue transformar anúncio em entrega”, criticou.>
Para o parlamentar, até aliados do governador reconhecem as limitações da gestão, a exemplo do senador Jaques Wagner (PT), que classificou a avaliação do governo como mediana. “Jerônimo é visto até por seus aliados como um governador mediano. Isso se reflete na prática: falta liderança, falta capacidade de decisão e sobra improviso. Ele já mostrou que não tem condições de enfrentar os desafios complexos da Bahia”, afirmou.>
Nelson Leal disse ainda que o estado vive um processo de retrocesso. “Jerônimo começa 2026 pior do que quando assumiu. A Bahia está mais violenta, com serviços públicos em crise e sem perspectiva clara. O povo baiano esperava avanço e melhoria, mas enfrenta um governo mediano que vem piorando a situação da Bahia e dos baianos”, declarou.>