Tricolor mirim se diverte em coletiva e conhece jogadores do Bahia

Menino de 7 anos aliviou o peso do treino fechado antes do Ba-Vi e bateu bola com jogadores do Bahia

Publicado em 1 de outubro de 2015 às 20:23

- Atualizado há 10 meses

O clássico Ba-Vi é um jogo que desperta seriedade dentro dos clubes. Pressão por resultados, mistérios na escalação, questionamentos. Às vésperas do segundo jogo entre Bahia e Vitória pela Série B 2015, neste sábado, às 16h30, na Arena Fonte Nova, esse clima foi quebrado por um garoto de 7 anos.

O jovem Gilnei participou quietamente da coletiva do técnico do Bahia Sérgio Soares. Ouviu atentamente as respostas do treinador às perguntas dos jornalistas. Mas o que ele queria mesmo era que a entrevista acabasse logo. Como toda criança que gosta de futebol, a vontade de Neizinho, como é conhecido, era estar em campo. Antes, porém, foi apresentado por Soares e ganhou uma camisa oficial do clube. De luvas, Gilnei conheceu atacante Kieza (Foto: Adônis Matos e Lara Bastos/CORREIO)A presença dele no treino de hoje foi um pedido especial da mãe, Paloma da Silva. Neizinho passou um período de molho por causa de uma queda na escola. "Ele ficou dois dias internado e no sábado teve jogo. Ele só falava 'mãe, quero ver o Bahia! Quero ver o Bahia!'", explica Paloma.

Ela mandou um e-mail ao clube contando a situação e pedindo que o filho entrasse com os jogadores em um jogo. Acabou sendo num treino, mas a surpresa foi ainda maior para o menino. Neizinho não soube até o último segundo onde estava indo. "Se eu contasse era capaz de ele passar mal. Quando chegamos aqui, ele disse que achou que ia desmaiar de emoção. Tudo dele é o Bahia", conta a mãe.

Já no campo, Neizinho logo se sentiu à vontade. Agitado e extrovertido, mostrou entrosamento com o lateral-direito Railan e o atacante Maxi Biancucchi. Questionado sobre a sua posição, disse jogar em todas. No decorrer do aquecimento, vestiu até as luvas de goleiro.

Para desespero de Paloma, não ficava quieto. Só parou de correr quando avistou o ídolo Kieza. Fã do atacante, abraçou, pediu para tirar foto e também um autógrafo na camisa nova. Solicitações prontamente atendidas pelo artilheiro tricolor. Quando a mãe puxou para ele ir para arquibancada, Neizinho bateu o pé. "Quero ficar aqui no campo!".

Talisca O fanatismo pelo Bahia é tão grande que Neizinho chegou a ter problemas na escola por assinar as provas como Gilnei "Talisca" Gouveia. O sonho, claro, é trocar os livros pela bola. Assim como muitos garotos da mesma idade, Gilnei sonha em ser jogador de futebol, mas só se puder jogar no Bahia.

Por enquanto, a mãe vai botando ele na linha. A condição para que o filho encontrasse os atletas tricolores era tirar notas boas. "Ele fazia escolinha de futebol, mas tive que tirar porque estava mal na escola. Só quer saber de bola", conta Paloma.

O clássico, no entanto, Neizinho vai ver pela TV. "Ele vai nos jogos com o pai, mas Ba-Vi eu nunca deixei porque é muito cheio", diz a mãe. Mesmo longe da Fonte Nova, a energia positiva de Neizinho estará com o time. E bota energia nisso. Perguntado sobre o placar do clássico, o menino não titubeou: "5x1, com 5 gols de Kieza". Haja pensamento positivo!

* Colaboraram Adônis Matos e Lara Bastos, integrantes da 9ª turma do CORREIO de Futuro