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Pedro Carreiro
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 12:09
Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a logística de viagens volta a ser um fator determinante na Série A de 2026. As longas distâncias entre as cidades-sede impactam diretamente a rotina dos clubes, desde o planejamento físico até a gestão do elenco ao longo da temporada. Nesse cenário, algumas equipes enfrentarão desafios bem maiores do que outras, como será o caso de Bahia e Vitória. >
Veja a distância que cada clube precisará percorrer com viagens na Série A em 2026
Únicos representantes do Nordeste na elite após os rebaixamentos de Ceará, Fortaleza e Sport, Bahia e Vitória terão de percorrer 55.050 quilômetros cada um apenas no Brasileirão. Será a primeira vez desde 2002 que a Série A contará somente com dois clubes nordestinos, o que amplia ainda mais o peso logístico para a dupla Ba-Vi. Esse número, porém, tende a crescer ao longo da temporada, especialmente para o Bahia, que disputa outras competições e pode ter viagens internacionais somadas ao calendário nacional.>
No extremo da lista aparece o Remo, único clube da Região Norte na Série A, que terá de viajar 92.780 quilômetros, disparado o maior deslocamento do campeonato. No lado oposto, os clubes paulistas se beneficiam da concentração geográfica e aparecem entre os que menos percorrem distância, mesmo com representantes fora da capital. Além de São Paulo, Corinthians e Palmeiras, equipes como Santos, RB Bragantino e Mirassol — todas do interior — seguem na Série A de 2026 e terão uma rotina de viagens menos desgastante.>