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Juliana Rodrigues
Publicado em 30 de março de 2026 às 09:00
Em relatório publicado nesta quinta-feira (26), o Banco Central admitiu que o cenário para o controle da inflação ficou mais difícil devido à instabilidade global causada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. A alta no preço das commodities levou a instituição a elevar a previsão do IPCA para 2026, sinalizando menos espaço para cortes na taxa de juros pelo Copom.
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O Banco Central (BC) manteve a projeção de crescimento da economia brasileira em 1,6% para este ano, mas o otimismo para por aí. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta (26), a autoridade monetária alertou que o cenário é desafiador e marcado por elevada incerteza. O principal risco é que tensões no Oriente Médio elevem a aversão ao risco global, pressionem o dólar e afetem as condições de crédito ao consumidor.
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Internamente, o dever de casa do governo com as contas públicas também preocupa. O BC sinalizou que a incerteza fiscal, somada à instabilidade lá fora, reforça a necessidade de manter a política monetária restritiva por mais tempo. Agora, agentes do mercado financeiro aguardam sinais mais claros de rigor nos gastos para evitar que a economia trave de vez.
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Com a economia brasileira operando próxima do seu potencial, choques externos podem pressionar a inflação ao consumidor ao longo do tempo. Para quem investe ou planeja um financiamento, o alerta no relatório divulgado nesta quinta (26) é que a Selic pode parar de cair ou até voltar a subir. O motivo é o risco de valorização do dólar em meio ao aumento da aversão ao risco global, o que pode levar o BC a manter as taxas elevadas para conter os preços no Brasil.
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