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Donaldson Gomes
Publicado em 29 de março de 2026 às 16:31
A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, registrou um Ebitda recorrente de US$ 109 milhões (R$ 589 milhões) no quarto trimestre de 2025. O resultado é menor do que o registrado no 3T25, principalmente em função da continuidade do ciclo de baixa prolongado da indústria global. >
“A dinâmica da indústria petroquímica seguiu impactada pelas incertezas do cenário externo considerando os conflitos geopolíticos e a guerra tarifária que pressionou ainda mais os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional. A Braskem segue implementando medidas estratégicas voltadas à geração sustentável de valor, com ênfase na maximização do Ebitda e na eficiência no uso de caixa”, afirma Roberto Ramos, CEO da companhia.>
Ao final do trimestre, a dívida bruta corporativa totalizou US$ 9,4 bilhões, com posição de caixa de US$ 2,1 bilhões, considerando a linha stand-by de US$ 1 bilhão com vencimento em dezembro de 2026. A alavancagem corporativa ficou em 14,74x, sendo impactada pelo menor EBITDA registrado no ano.>
Centrais petroquímicas>
No 4T25, o segmento Brasil e América do Sul apresentou taxa média de utilização das centrais petroquímicas de 59%, menor em 6 pontos percentuais, frente ao trimestre anterior, impactada principalmente pela parada programada na planta da Bahia e pela adequação da produção à sazonalidade do período. As vendas de resinas no mercado brasileiro foram menores em 6% em função, principalmente, da menor demanda do mercado no período dada a sazonalidade. >
Nos Estados Unidos e na Europa, a taxa de utilização caiu 8 pontos percentuais, devido às paradas programadas nas unidades europeias e à otimização dos estoques nas duas regiões. No México, a taxa de utilização foi de 85% no 4T25, maior em 38 pontos percentuais em relação ao 3T25, em função da normalização operacional após a parada geral de manutenção finalizada em julho de 2025, e impulsionada pelo maior fornecimento de etano importado.>
Desempenho por segmento>
No Brasil e na América do Sul de forma geral, o spread médio de resinas e dos principais químicos no mercado internacional recuou no 4T25, de modo a registrar queda de 13% e 9%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior, o que reflete a continuidade do ciclo prolongado de baixa na indústria petroquímica. Nesse contexto, o volume total de vendas também foi menor, ajustado à dinâmica dos spreads. O EBITDA recorrente do segmento no 4T25 foi de US$ 143 milhões.>
No segmento Estados Unidos e Europa, o spread médio de PP foi menor em 4% frente ao 3T25 em função. O volume de vendas de PP do segmento foi menor em 3% em relação ao último trimestre em função, principalmente, da sazonalidade do período. O segmento apresentou EBITDA recorrente negativo de US$32 milhões.>
No segmento México, o spread de PE base etano foi 14% menor frente ao 3T25. O volume de vendas foi maior em 52%, sendo impactado pela maior taxa de operação e disponibilidade de produto, em função da retomada da produção após parada programada da central petroquímca. O segmento fechou o trimestre com EBITDA recorrente de US$ 11 milhões.>