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Matheus Marques
Publicado em 30 de março de 2026 às 13:00
O funcionalismo público do Distrito Federal ganhou um fôlego importante nesta semana. A aprovação do crédito adicional de R$765 milhões pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) garante que o fluxo de caixa do Iprev-DF siga rigorosamente em dia, incluindo o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores, como os da Polícia Civil, além de compromissos com o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas-DF). A aprovação por ampla maioria, contudo, não escondeu o debate acalorado sobre a saúde financeira do instituto e a dependência constante de créditos suplementares para fechar as contas.
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Enquanto a base governista defende que o DF possui uma das situações fiscais mais sólidas do país, segundo indicadores como a capacidade de pagamento avaliados pela Secretaria do Tesouro Nacional, permitindo esses ajustes sem sacrificar obras de infraestrutura, a oposição elevou o tom. O argumento dos críticos é que o remanejamento, embora necessário para não punir o aposentado, é um paliativo que adia uma reforma estrutural no modelo de sustentabilidade do Iprev. Para o governo, o crescimento da folha de inativos é um fenômeno demográfico natural e inevitável, que exige essa gestão ativa do orçamento.
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Na prática, o recurso garante o sustento de milhares de famílias ao assegurar que tanto os proventos dos inativos quanto as pensões dos dependentes sigam sem interrupções. O ajuste orçamentário também permite regularizar encargos sociais acumulados, recompor as obrigações patronais do governo e dar fôlego à gestão contábil do instituto.
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