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Maiara Baloni
Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 13:03
Desde janeiro de 2026, o INSS reformulou a maneira como analisa os pedidos de aposentadoria e auxílios. A implementação da Fila Nacional substituiu o modelo anterior, no qual cada unidade processava suas próprias demandas. Atualmente, o Brasil opera sob um fluxo único, o que significa que o requerimento de um segurado pode ser examinado por um servidor de qualquer estado, conforme a disponibilidade da malha nacional.>
FILA NACIONAL DO INSS
A principal característica do modelo atual é o fim das divisões geográficas. Por meio do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), o INSS consegue equilibrar a carga de trabalho de forma técnica. Se uma região apresenta um volume de pedidos acumulados, analistas de outras localidades assumem essas tarefas de maneira automática.>
Essa estratégia permitiu o andamento de mais de 118 mil processos em poucas semanas. A intenção é transformar a estrutura previdenciária em uma operação integrada, onde cerca de 2,4 mil especialistas atuam para que o tempo de resposta não dependa do número de funcionários de uma agência específica. >
A lógica de atendimento é pautada pela ordem cronológica. O fator determinante para definir quem inicia a análise é a data do protocolo: os registros mais antigos no sistema possuem preferência.>
O esforço atual se concentra no BPC (Benefício de Prestação Continuada) e nos auxílios por incapacidade, que representam a maior parcela da demanda. Mesmo em situações de enfermidades graves, a cronologia de entrada é o parâmetro do ritmo, pois o objetivo central da gestão em 2026 é reduzir o estoque de processos remanescentes de anos anteriores. >
Municípios que historicamente apresentavam agilidade podem registrar prazos mais extensos agora. Isso ocorre porque os servidores dessas unidades não estão mais restritos aos processos locais; eles colaboram para reduzir o passivo de todo o país.>
Trata-se de um movimento de equilíbrio. Enquanto pontos que enfrentam gargalos ganham agilidade, os centros que eram eficientes contribuem para que pedidos de áreas remotas sejam concluídos. Na análise geral, a tendência é que a média de espera no país apresente queda, embora a percepção de rapidez tenha se alterado para quem utilizava o atendimento regional. >
Para acompanhar o andamento dos processos, o segurado deve utilizar as plataformas digitais. A verificação da posição e do status do benefício deve ser realizada diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS.>
Ao acessar a seção "Consultar Pedido" com o CPF e o número do protocolo, o sistema detalha o progresso dentro da fila única. Além da situação atual, o portal oferece estimativas de prazo baseadas no fluxo nacional. >
É importante ressaltar que, embora a análise documental tenha se tornado global, a perícia médica permanece como um obstáculo crítico. Segundo levantamento do Correio Braziliense, a falta de estrutura e de vagas para exames periciais faz com que o tempo de espera para um atendimento presencial chegue a seis meses em determinadas regiões, mantendo a fila total de espera próxima à marca de 3 milhões de pessoas. >