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Maiara Baloni
Publicado em 17 de maio de 2026 às 05:00
O custo para restaurar o coração político do Brasil subiu. A revitalização da Praça dos Três Poderes, orçada inicialmente em R$ 22 milhões, agora alcança R$ 34,7 milhões, um salto de 58%. Segundo o Iphan, o reajuste reflete a complexidade do restauro científico e a necessidade de apagar as marcas de depredação deixadas pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. >
O novo rosto da Praça dos Três Poderes em fotos
A intervenção é uma das vitrines do Novo PAC, que reservou mais de R$ 600 milhões para o patrimônio histórico nacional. O financiamento da Praça combina recursos diretos com aportes de estatais como Petrobras e BNDES. Mais que uma obra estética, o projeto é tratado pelo Governo Federal como uma reconstrução da infraestrutura simbólica da democracia.>
Manter a residência oficial da Presidência exige uma engrenagem de cifras vultosas. Conforme o Portal da Transparência, a manutenção anual dos palácios presidenciais consome cerca de R$ 14 milhões. No Alvorada, o contrato de operação mobiliza 141 funcionários especializados para cuidar da estrutura tombada. >
Em 2023, o governo investiu R$ 26,8 milhões adicionais para recompor o mobiliário e realizar reformas internas na residência. O objetivo é evitar a descaracterização do projeto de Oscar Niemeyer e garantir a funcionalidade do acervo histórico, muitas vezes desgastado pela falta de manutenção contínua.>
A logística de proteção ao redor do Presidente também eleva os custos operacionais. Um dado estratégico do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ilustra o desafio, sistemas de defesa neutralizam mais de 120 drones por dia em áreas de segurança nacional em Brasília. >
Já o transporte oficial foi modernizado com foco em sustentabilidade. A frota presidencial agora conta com veículos 100% elétricos, como o Chevrolet Blazer EV RS, com pontos de recarga instalados no próprio Palácio do Planalto. Além da economia com combustíveis, o comboio mantém veículos blindados de alto padrão para cumprir os protocolos internacionais de segurança executiva.>
A restauração da Praça, especificamente, exige mão de obra altamente especializada em restauro científico. Por ser um conjunto tombado, o Iphan exige materiais rigorosamente idênticos aos originais para recompor o piso, as esculturas e os monumentos. O novo orçamento de R$ 34,7 milhões contempla esse rigor, buscando equilibrar a transparência orçamentária com o dever de preservar a integridade visual do coração institucional do Brasil, devolvendo ao público um espaço que é o maior símbolo da democracia brasileira. >