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Maiara Baloni
Publicado em 6 de maio de 2026 às 14:51
O consumidor que percorre as vitrines em busca do presente ideal para o próximo domingo encontrará um cenário de extremos financeiros. De um lado, o brilho das joias e o perfume das flores exigem um investimento significativamente maior em 2026. Do outro, a tecnologia e os eletrodomésticos aparecem como os grandes aliados para quem precisa equilibrar o orçamento e fugir dos reajustes. >
Dia das Mães: veja a lista de presentes que ficaram mais baratos em 2026
Um levantamento nacional da Fecomercio-SP, baseado em 38 itens tradicionais da data, revela que a média de preços da cesta para o Dia das Mães subiu 2,89% nos últimos 12 meses. O índice é positivo para o bolso, já que ficou significativamente abaixo da inflação oficial (IPCA), acumulada em 4,37% no período. Na prática, o custo dos presentes este ano está pesando menos que a alta média do custo de vida do brasileiro.
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Para quem não abre mão do luxo, o impacto será direto. As joias lideram a lista de encarecimento com uma alta de 26,81%, reflexo da escalada do ouro no mercado global. Logo atrás, as flores naturais, um dos símbolos mais tradicionais da data, registraram um salto de 11,82%, impulsionadas por custos logísticos e sazonais. >
Outros itens de cuidados pessoais e acessórios também pressionam a conta. Bijuterias subiram 10,48%, seguidas de perto por produtos para o cabelo (9,74%) e calçados como sandálias e chinelos (6,25%). Até mesmo a cultura ficou um pouco mais cara: os livros não didáticos apresentam um reajuste de 6,74% em relação ao ano passado.>
A contrapartida que ajuda a segurar a média da cesta vem dos chamados bens duráveis. Quem planeja presentear com itens de maior valor agregado para a casa encontrará etiquetas mais amigáveis. O destaque fica para os aparelhos de ar-condicionado, com uma queda de 12,17% nos preços, seguidos por refrigeradores (-8,16%), ventiladores (-7,24%) e fogões (-6,48%). >
Essa deflação em setores de peso ajuda a neutralizar os picos de preço dos mimos de perfumaria e vestuário. Roupas femininas, como vestidos e blusas, tiveram variações mínimas, entre 2,2% e 3,4%, tornando-se opções estratégicas para quem busca sofisticação sem extrapolar o limite do cartão de crédito.>
Na Bahia, o movimento do comércio reflete essa tendência nacional de cautela e substituição. Com o faturamento do varejo baiano projetado em patamares elevados para maio, a estratégia das lojas tem sido absorver parte dos custos para garantir o volume de vendas. >
Especialistas apontam que o fato de a cesta subir menos que a inflação oficial é um sinal de que o setor de serviços e eletrônicos está mais estável, compensando a volatilidade de itens dependentes de commodities internacionais. Para o consumidor, a recomendação é clara: a pesquisa entre o setor de acessórios e o de utilidades pode significar uma economia real, permitindo que a homenagem aconteça sem comprometer o planejamento financeiro familiar.>