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IA já transforma rotina de 30 milhões de brasileiros e ameaça postos ocupados por mulheres e jovens

Pesquisa da FGV revela que 30% dos brasileiros já dividem rotina com algoritmos; impacto é maior em cargos de apoio administrativo e vagas de entrada

  • Foto do(a) author(a) Maiara Baloni
  • Maiara Baloni

Publicado em 1 de maio de 2026 às 11:00

Inteligência artificial, transição verde e saúde mental estão entre as áreas que mais vão gerar oportunidades
A automação de tarefas administrativas e o uso de inteligência artificial generativa já fazem parte da rotina de 30% dos profissionais brasileiros. Crédito: SHUTTERSTOCK/REPRODUÇÃO

A Inteligência Artificial atinge hoje as tarefas diárias de 30 milhões de brasileiros. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), 30% da força de trabalho no país já divide o expediente com algoritmos em 2026. Os dados mostram que a tecnologia não avança de forma igual: ela altera profundamente as funções em escritórios, bancos e no setor de serviços.

As mulheres são o grupo mais exposto porque ocupam a maioria das vagas de apoio administrativo. Nesses postos, a IA executa a triagem de dados e a redação de documentos técnicos, o que muda as exigências para o cargo. Já entre os jovens, a pressão ocorre nas vagas de início de carreira, como auxiliares e analistas juniores, onde as tarefas repetitivas são as primeiras a serem automatizadas.

Inteligência Artificial vai substituir seu emprego? por Getty Images

Bancos e fábricas lideram a mudança

O setor financeiro e de informação é onde o trabalho mais se transforma, com algoritmos processando dados em alta velocidade. Nas fábricas, o IBGE registrou que o uso de tecnologias avançadas, incluindo a IA, saltou 163,2% entre 2022 e 2024.

Em canteiros de obras e no campo, a realidade é outra. Na construção civil, a presença física ainda é a regra e a automação avança pouco. Na agropecuária, o uso de sistemas inteligentes funciona como uma ferramenta de gestão para monitorar safras, sem substituir o trabalho presencial.

Regras e verbas em Brasília

O Congresso tenta acompanhar esse ritmo com o PL 2338/2023, que cria o Marco Legal da Inteligência Artificial para impor limites ao uso de dados. Outra proposta, o PL 3088/24, foca no crachá, exige que qualquer decisão crítica, como uma demissão, tenha supervisão humana obrigatória.

Para tentar reduzir o risco de desemprego nos setores mais afetados, o governo federal anunciou R$ 23 bilhões para o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial até 2028. O dinheiro financia desde infraestrutura até cursos de requalificação profissional, que já aparecem em plataformas como a Carteira de Trabalho Digital.

Tags:

Brasil Inteligência Artificial