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Juliana Rodrigues
Publicado em 27 de maio de 2026 às 13:00
Um dinheiro extra e totalmente inesperado promete reforçar a conta bancária de muita gente que achava que não tinha nada a receber do Leão. A Receita Federal identificou que cerca de 4 milhões de brasileiros que não são obrigados a declarar o Imposto de Renda têm direito a uma espécie de "cashback do IR". >
Dinheiro
O sistema vai devolver de forma automática os valores que foram retidos na fonte de maneira excessiva ao longo do ano passado, ajudando justamente quem ganha menos.>
Essa sobra de dinheiro acontece por conta da forma como o imposto é cobrado no dia a dia. As empresas descontam o Imposto de Renda direto do contracheque do trabalhador mês a mês, como uma antecipação obrigatória para o governo. >
Porém, quando chega o fim do ano e o trabalhador soma tudo o que ganhou, se o valor total ficar abaixo do limite que obriga a prestar contas, o sistema da Receita entende que o desconto do salário foi indevido. É aí que o direito à restituição é gerado.>
Para descobrir se você tem algum valor a recuperar, basta baixar o programa oficial do fisco e simular a declaração. >
Ao preencher os campos de salário, bens e gastos que dão desconto (como consultas médicas e mensalidade escolar), o próprio sistema cruza as informações e mostra, logo na tela principal, o cálculo detalhado de quanto você vai receber de volta.>
Esse lote especial foi criado para um perfil bem específico de contribuinte: aquele cidadão que estava desobrigado de entregar o documento no ano passado, preferiu não mandar a declaração, mas teve imposto retido na fonte no banco de dados da Receita. >
Pelas regras do órgão, o teto máximo de reembolso é de R$ 1.000 por CPF, e o valor médio que deve cair na conta dos beneficiados gira em torno de R$ 125.>
Para garantir o recebimento, é obrigatório informar uma conta bancária em seu próprio nome. A Receita proíbe o depósito na conta de parentes ou terceiros, exceto em contas conjuntas comprovadas. >
Quem optar por receber via Pix precisa ter o número do próprio CPF cadastrado como chave no banco.>
O calendário para o dinheiro cair no bolso já está definido. A Receita Federal começa a processar internamente e gerar as declarações automáticas no dia 15 de junho de 2026. >
Já os depósitos nas contas bancárias começam a ser feitos a partir de 15 de julho de 2026, rodando em um cronograma totalmente separado e independente dos lotes tradicionais pagos ao restante dos contribuintes. >