Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Bahia vira laboratório para criadores digitais

Com mais de 2 mil inscritos em projeto piloto, plataforma da TIM foca em tirar talentos da informalidade e gerar renda

  • Foto do(a) author(a) Carmen Vasconcelos
  • Carmen Vasconcelos

Publicado em 23 de março de 2026 às 06:00

A Bahia é um dos principais polos criativos e culturais do país, com produção de conteúdo autêntico
A Bahia é um dos principais polos criativos e culturais do país, com produção de conteúdo autêntico Crédito: Shutterstock

A imagem do influenciador digital bem-sucedido, muitas vezes restrita aos condomínios de luxo de São Paulo ou Rio de Janeiro, ganha novas cores e sotaques na Bahia. Salvador foi a cidade escolhida para o pontapé inicial da TIM House, uma plataforma voltada para profissionalizar criadores de conteúdo em início de carreira.

O resultado do projeto piloto impressiona: mais de 2 mil baianos se inscreveram para transformar likes em nota fiscal. A escolha estratégica da Bahia não foi por acaso. "A Bahia é um dos principais polos criativos e culturais do país, com produção de conteúdo autêntico", afirma Gabriela Vecchia, Diretora de Mídia e Social da TIM Brasil.

Segundo Gabriela Vecchia, o perfil dos baianos surpreendeu pela diversidade
Segundo Gabriela Vecchia, o perfil dos baianos surpreendeu pela diversidade Crédito: Divulgação

Segundo ela, o perfil dos baianos surpreendeu pela diversidade, unindo desde os tradicionais nichos de música e dança até criadores focados em vendas, humor e cotidiano.Apesar do brilho das telas, a realidade financeira do setor ainda é de extrema desigualdade.

Dados da Goldman Sachs revelam que a creator economy pode movimentar quase meio trilhão de dólares globalmente até 2027, mas o topo da pirâmide é estreito: apenas 0,54% dos criadores ganham mais de R$ 100 mil por mês.

Na base, cerca de 20% faturam no máximo R$ 2 mil. É nesse cenário que a iniciativa busca atuar, oferecendo o que muitos microinfluenciadores não possuem: acesso direto a grandes marcas e briefings (instruções de campanha) profissionais.

"A plataforma foi pensada para ajudar quem está começando a transformar influência em oportunidade concreta de renda", explica Gabriela.

Organização

Após a fase baiana, o projeto foi lançado nacionalmente em 12 de março, com premiações que chegam a R$ 50 mil e pagamentos por projetos aprovados.

"Para a maioria dos criadores que faturam até R$ 10 mil, o maior obstáculo não é a falta de criatividade, mas a organização da produção e a descoberta de novas fontes de receita. A pesquisa aponta que 72% da renda desses profissionais vem de publicidade (as famosas "publis"), mas a gestão do negócio ainda é o calcanhar de Aquiles.

Na Bahia, o projeto mostrou que a identidade local é um ativo valioso. Elementos da cultura popular, gastronomia e moda aparecem de forma orgânica nos conteúdos produzidos no estado, provando que o mercado regional tem audiência qualificada e pronta para consumir o que é feito "em casa".

Profissionalização

Para os interessados em profissionalizar o perfil e ingressar no mercado de influência, o caminho envolve uma jornada estruturada em três etapas principais dentro do site da iniciativa.

Tudo começa com o cadastro e acesso, onde o criador visualiza as orientações e os briefings das campanhas ativas da marca.

Em seguida, ocorre a fase de produção e feedback: o conteúdo é enviado diretamente pela ferramenta e, caso não seja aprovado de primeira, o usuário recebe orientações de melhoria, funcionando como uma espécie de "capacitação na prática" para elevar o nível técnico do material.

Por fim, a jornada culmina na monetização, em que os conteúdos aprovados e publicados geram remuneração financeira direta ou benefícios exclusivos, consolidando a transição do criador para o mercado profissional.

Para garantir o sucesso na plataforma, as orientações da diretora Gabriela Vecchia reforçam que o primeiro passo é romper com o domínio do "eixo Rio-São Paulo", valorizando o sotaque, as gírias locais e as paisagens da Bahia, já que a marca busca autenticidade regional em vez de reproduções de conteúdos do Sudeste. Além disso, é fundamental investir em conteúdos nativos, respeitando a linguagem específica de cada rede, seja o ritmo acelerado do TikTok ou a estética visual do Reels.

Outro ponto crucial é a atenção rigorosa ao briefing; ler as regras da campanha com cuidado evita reprovações e, caso elas ocorram, o feedback recebido deve ser encarado como uma consultoria gratuita para a evolução do criador.

No cenário atual, o foco deve estar no engajamento real e não apenas no número de seguidores, priorizando conteúdos que gerem conversas e compartilhamentos em nichos específicos. Por fim, a profissionalização passa pela organização, tratando cada campanha como um contrato formal, cumprindo prazos e diretrizes para consolidar uma reputação sólida e lucrativa no mercado digital.

Os interessados em participar do projeto nacional podem se cadastrar no site oficial da plataforma. O primeiro ciclo de desafios oferece um prêmio de R$ 50 mil e um iPhone 17 para o criador com maior engajamento.

Tags:

Influenciador Empreendedorismo