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Matheus Marques
Publicado em 17 de março de 2026 às 19:28
O cenário das relações de trabalho no Brasil atravessa uma fase de limpeza regulatória. Entre 2024 e 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mudou sua estratégia, em vez de fiscalizar caso a caso, passou a realizar investigações setoriais em massa. O alvo principal são empresas que realizaram migrações coletivas de funcionários para o regime de MEI ou PJ sem alterar a rotina operacional, prática que o fisco e a Justiça agora combatem com multas de até 150%.
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A ofensiva busca coibir o uso do CNPJ como simples ferramenta de precarização. O entendimento dos auditores é de que a existência de subordinação, horários fixos e dependência econômica exige, obrigatoriamente, o registro formal.
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Na Bahia, onde o setor de serviços é um grande empregador, o risco para o trabalhador é o de uma proteção social fragilizada — sem recolhimento de FGTS e com contribuição previdenciária mínima, o amparo em casos de invalidez ou aposentadoria é drasticamente reduzido.>
A grande diferença deste ciclo de 2026 é a tecnologia. O cruzamento de dados em tempo real permite que os órgãos de controle identifiquem discrepâncias antes mesmo de uma denúncia ser feita.
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As condenações em ações civis públicas têm obrigado grandes empresas a provisionar fortunas para cobrir irregularidades. Para quem contrata e para quem é contratado, a mensagem é única, a autonomia precisa estar no papel e, principalmente, na prática do dia a dia.
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