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Juliana Rodrigues
Publicado em 31 de maio de 2026 às 11:00
A popularidade da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda em 2026 consolida a busca do brasileiro por agilidade, permitindo o envio do documento em poucos minutos. >
IMPOSTO DE RENDA
Contudo, a facilidade esconde um risco real para os contribuintes mais desatentos, já que a confiança cega no banco de dados da Receita Federal pode virar um passaporte direto para a malha fina devido a inconsistências e falhas no carregamento de informações cruciais. >
O programa busca preencher os campos usando relatórios enviados por bancos, clínicas médicas, empresas e cartórios. A grande armadilha está em acreditar que, por ser um recurso oficial, o documento já vem pronto e correto. >
O fisco recebe os dados de terceiros e apenas os replica na tela, o que significa que se um plano de saúde ou banco errou ou atrasou o envio das informações dele, a sua declaração herdará essa falha automaticamente.>
Além disso, o sistema tem pontos cegos e não consegue puxar tudo o que você recebeu ao longo do ano. Ganhos com trabalho informal, bicos ou serviços prestados sem carteira assinada ficam de fora desse radar tecnológico. Portanto, o preenchimento manual e o cuidado com essas receitas continuam sendo uma obrigação exclusiva de cada cidadão.>
O sinal de alerta deve ser ligado principalmente em duas áreas; despesas com saúde e transações entre pessoas físicas. Valores recebidos por pensão alimentícia, aluguéis de imóveis e determinados rendimentos de investimentos não costumam aparecer na versão pré-preenchida. >
Da mesma forma, gastos com consultas e exames médicos frequentemente divergem do que os profissionais declararam, gerando o cruzamento de dados incorreto que trava o processamento do imposto.>
O leão da Receita é implacável com essas diferenças. Qualquer descompasso entre o valor importado pelo aplicativo e a realidade dos seus comprovantes joga o contribuinte diretamente na lista de pendências, o que pode atrasar o recebimento de uma eventual restituição por meses.>
Embora a automação reduza os erros de digitação e facilite o início do processo, ela não retira o peso da responsabilidade das costas do cidadão. >
A Receita Federal mantém o aviso claro de que o contribuinte é o único responsável jurídico por tudo o que for enviado em seu nome, mesmo se a falha tiver origem no próprio sistema automatizado.>
O segredo para não ter problemas com o fisco é mudar de postura: em vez de apenas preencher, o papel do contribuinte agora é auditar. >
Antes de clicar no botão de envio, abra cada aba do programa, confira os números com os informes de rendimentos guardados em papel ou PDF e faça as correções necessárias. Ter essa cautela é a única garantia de que a tecnologia jogará a seu favor.>