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Isenção do Imposto de Renda começa a valer para quem ganha até R$ 5 mil; tire as principais dúvidas

Trabalhadores com renda mensal de até R$ 7.350 também são beneficiados

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 10:43

Dinheiro
Dinheiro Crédito: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

A nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) já começa a valer em 2026 e garante isenção total do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês. As mudanças passam a ser sentidas no contracheque a partir de fevereiro, já que as novas regras valem para salários pagos desde janeiro.

Com a atualização, trabalhadores com renda mensal de até R$ 7.350 também são beneficiados, por meio de um desconto progressivo no valor do imposto retido na fonte. Acima desse limite, segue válida a tabela tradicional do Imposto de Renda, com alíquotas que chegam a 27,5%.

R$ 3,4 mil → R$ 354,89 ao ano por Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida deve alcançar cerca de 16 milhões de contribuintes, ampliando o alívio tributário sobre a renda do trabalho.

Quem tem direito à isenção?

Ficam totalmente isentos do Imposto de Renda, desde que a renda mensal não ultrapasse R$ 5 mil, trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A isenção também se aplica ao 13º salário.

Até 2025, a faixa de isenção alcançava apenas quem ganhava até dois salários mínimos (R$ 3.036). Com a mudança, quem recebe até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro.

Como funciona o desconto para quem ganha mais?

A reforma criou uma faixa intermediária de alívio tributário para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Nesse caso, o desconto no imposto diminui gradualmente conforme o salário aumenta, evitando saltos bruscos na tributação.

De forma aproximada:

Salário de R$ 5.500: imposto mensal cai cerca de 75%;

Salário de R$ 6.500: economia anual de cerca de R$ 1.470;

Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.

O valor exato depende da renda total e de possíveis deduções.

E quem ganha acima de R$ 7.350?

Para rendimentos mensais acima de R$ 7.350, volta a valer integralmente a tabela progressiva do Imposto de Renda, com alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%, conforme a faixa de renda.

Para quem o imposto vai aumentar?

Para compensar a perda de arrecadação, a nova regra prevê aumento da tributação para quem tem renda mensal a partir de R$ 50 mil, além de parte dos contribuintes que recebem dividendos.

Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano estará sujeito a uma alíquota progressiva de até 10%, enquanto rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais passam a ter uma alíquota mínima efetiva de 10%. Segundo o governo, cerca de 141 mil brasileiros serão impactados por essa mudança.

Declaração só muda em 2027

Apesar de a isenção e os descontos já aparecerem no contracheque em 2026, a declaração do Imposto de Renda entregue em 2026 não muda, pois se refere ao ano-base 2025. As alterações só serão refletidas na declaração a ser feita em 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Tags:

Imposto de Renda