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Esther Morais
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 10:43
A nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) já começa a valer em 2026 e garante isenção total do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês. As mudanças passam a ser sentidas no contracheque a partir de fevereiro, já que as novas regras valem para salários pagos desde janeiro. >
Com a atualização, trabalhadores com renda mensal de até R$ 7.350 também são beneficiados, por meio de um desconto progressivo no valor do imposto retido na fonte. Acima desse limite, segue válida a tabela tradicional do Imposto de Renda, com alíquotas que chegam a 27,5%.>
Veja a tabela com ganhos estimados com o novo imposto de renda após as mudanças
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida deve alcançar cerca de 16 milhões de contribuintes, ampliando o alívio tributário sobre a renda do trabalho.>
Ficam totalmente isentos do Imposto de Renda, desde que a renda mensal não ultrapasse R$ 5 mil, trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A isenção também se aplica ao 13º salário.>
Até 2025, a faixa de isenção alcançava apenas quem ganhava até dois salários mínimos (R$ 3.036). Com a mudança, quem recebe até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro.>
A reforma criou uma faixa intermediária de alívio tributário para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Nesse caso, o desconto no imposto diminui gradualmente conforme o salário aumenta, evitando saltos bruscos na tributação.>
De forma aproximada:>
Salário de R$ 5.500: imposto mensal cai cerca de 75%;>
Salário de R$ 6.500: economia anual de cerca de R$ 1.470;>
Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.>
O valor exato depende da renda total e de possíveis deduções.>
Para rendimentos mensais acima de R$ 7.350, volta a valer integralmente a tabela progressiva do Imposto de Renda, com alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%, conforme a faixa de renda.>
Para compensar a perda de arrecadação, a nova regra prevê aumento da tributação para quem tem renda mensal a partir de R$ 50 mil, além de parte dos contribuintes que recebem dividendos.>
Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano estará sujeito a uma alíquota progressiva de até 10%, enquanto rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais passam a ter uma alíquota mínima efetiva de 10%. Segundo o governo, cerca de 141 mil brasileiros serão impactados por essa mudança.>
Apesar de a isenção e os descontos já aparecerem no contracheque em 2026, a declaração do Imposto de Renda entregue em 2026 não muda, pois se refere ao ano-base 2025. As alterações só serão refletidas na declaração a ser feita em 2027, referente aos rendimentos de 2026.>