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Maiara Baloni
Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 11:14
O cenário de juros elevados no Brasil começa a dar sinais de transição. Atualmente projetada em 15% ao ano, a taxa Selic tem exercido uma pressão significativa sobre o consumo e o investimento produtivo. No entanto, o mais recente Relatório Focus do Banco Central sinaliza que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve iniciar um ciclo de afrouxamento monetário já na reunião de março, com projeções de que a taxa encerre 2026 em 12,25%. >
COPOM
Essa movimentação é acompanhada de perto por analistas de mercado, que observam uma ancoragem das expectativas de inflação (IPCA) em 3,99%. A queda dos juros básicos é o principal gatilho para a retomada da confiança do comércio, que registrou retração de 6,1% segundo a CNC, reflexo direto do encarecimento das linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas. >
O cronograma oficial do Banco Central serve como bússola para o planejamento financeiro nacional. A expectativa majoritária entre instituições financeiras é de cortes graduais de 0,50 ponto percentual. Confira as datas das reuniões para este ano: >
A queda da taxa Selic reflete diretamente no custo das parcelas de longo prazo em todo o país. No mercado imobiliário, a redução projetada de 15% para 12% ao ano pode representar uma economia real de até R$ 350 mensais em novas parcelas de financiamentos de R$ 300 mil. Em simulações considerando financiamento de R$ 300 mil em 30 anos, a economia pode chegar a cerca de R$ 350 mensais, a depender do banco, do spread aplicado e do sistema de amortização (SAC ou Price).
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Essa baixa também ajuda a destravar o mercado de bens duráveis (como carros e eletrodomésticos). À medida que o Banco Central reduz a taxa básica, o custo de captação dos bancos diminui, permitindo que as taxas de juros oferecidas ao consumidor final tornem as parcelas mais acessíveis e estimulem a economia nacional. >
Com a tendência de queda confirmada pelo mercado, a estratégia de investimentos precisa ser recalibrada. Os ativos pós-fixados, como o Tesouro Selic e CDBs 100% do CDI, começam a perder rentabilidade real conforme a taxa básica recua.>
Para garantir retornos acima da média, a estratégia agora é focar em Títulos Prefixados. Com a Selic ainda em 15%, o investidor consegue 'travar' essa rentabilidade elevada por prazos maiores. Ao garantir essas taxas hoje, você protege seu rendimento antes que o ciclo de cortes do Copom reduza os ganhos da renda fixa no segundo semestre.
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