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Juliana Rodrigues
Publicado em 1 de maio de 2026 às 15:00
O mercado de trabalho iniciou 2026 com o desemprego em 6,1%, o menor índice para o período em 14 anos. Apesar da alta sazonal com o fim das vagas temporárias, o número caiu 0,9 ponto percentual em relação a 2025. Dados do IBGE confirmam uma trajetória de recuperação e estabilidade na ocupação histórica. >
Carteira de trabalho
O recuo na ocupação, comum neste período após o encerramento de contratos temporários, elevou o total de desocupados para 6,6 milhões. As baixas foram sentidas em setores como administração pública e comércio, que tradicionalmente reduzem o quadro no início do ano. No entanto, o saldo anual permanece positivo, com 2,7 milhões de brasileiros voltando a procurar oportunidades com o aumento da confiança na economia.
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A grande notícia para quem está trabalhando é o aumento real no salário. O rendimento médio do brasileiro atingiu o recorde de R$ 3.722, uma valorização de 5,5% em um ano. >
Com mais dinheiro circulando, a massa salarial (soma de todos os salários do país) cravou inéditos R$ 374,8 bilhões. Na prática, isso significa que, mesmo com o desemprego subindo levemente agora, o poder de compra de quem está ocupado cresceu, ajudando a segurar o ritmo da economia. >
O relatório do IBGE também aponta para um mercado mais saudável, com a queda do trabalho informal e o aumento da confiança de quem busca trabalho. >
A taxa de informalidade recuou para 37,3%, enquanto o número de empregados com carteira assinada no setor privado se manteve estável em 39,2 milhões. >
Além disso, o total de pessoas que haviam desistido de procurar emprego despencou 15,9% em um ano, somando hoje 2,7 milhões de brasileiros que voltaram a acreditar na conquista de uma oportunidade. >