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"Taxação dos Super-Ricos": Governo estima arrecadar R$ 20 bi com novas regras para Fundos Exclusivos e Offshores

Entenda o que muda com a Lei 14.754/2023, que acaba com o adiamento de impostos para grandes fortunas e institui a cobrança semestral

  • M
  • Maiara Baloni

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 13:33

STF EM BRASÍLIA
STF EM BRASÍLIA Crédito: CONGRESSO EM FOCO

A  nova regra de tributação para investidores de alta renda do país entrou em uma nova fase. Conhecida popularmente como a "Taxação dos Super-Ricos", a Lei nº 14.754/2023 deve gerar um reforço de R$ 20 bilhões anuais aos cofres da União, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.

A mudança foca no fim do chamado “diferimento”, mecanismo que permitia ao investidor adiar o pagamento do imposto até o momento do resgate. Agora, o governo passa a exigir o acerto de contas de forma periódica, aproximando o regime desses ativos ao que já ocorre com o investidor de varejo.

MANIFESTAÇÃO TAXAÇÃO DOS SUPER-RICOS por REPRODUÇÃO

O que muda nos fundos exclusivos

Os fundos exclusivos são carteiras personalizadas que exigem aportes milionários. A grande alteração para esses ativos é a chegada do "come-cotas".

Antes da nova lei, o tributo era recolhido apenas no resgate das cotas. Agora, o imposto será retido na fonte semestralmente, nos meses de maio e novembro. As alíquotas são de 15% para fundos de longo prazo e 20% para curto prazo. Na prática, o investidor perde o benefício de ver o valor do imposto rendendo juros compostos para si mesmo ao longo dos anos.

Investimentos no exterior e Offshores

Muitos brasileiros utilizam empresas no exterior, as chamadas offshores, para gerir seu patrimônio em dólar. Pela regra anterior, o lucro só era tributado se o dinheiro fosse trazido de volta para o Brasil.

Com a nova legislação, o lucro deve ser apurado e tributado anualmente com uma alíquota fixa de 15%, mesmo que os recursos permaneçam no exterior. Além disso, a variação do dólar frente ao real passa a compor a base de cálculo do imposto em situações específicas, o que exige um controle contábil muito mais rigoroso dos proprietários dessas estruturas.

Quem é atingido pelas novas regras

A Receita Federal desenhou a medida para atingir estruturas que, pela complexidade e custo, são utilizadas apenas pelo topo da pirâmide financeira.

  • Donos de Fundos Exclusivos: Passam a pagar o imposto a cada seis meses (come-cotas).
  • Investidores com empresas no exterior: Devem tributar o lucro anualmente, independente do resgate.
  • Capital Internacional: O rendimento gerado pela variação do dólar passa a ser monitorado e tributado no ajuste anual.

Se você investe em ativos tradicionais como CDB, Poupança ou Tesouro Direto, não há alterações. Para quem busca manter a eficiência fiscal dentro da lei, o governo preservou incentivos em setores estratégicos, como o agronegócio (FIagros), o setor imobiliário (FIIs) e o mercado de ações (FIAs), onde a tributação segue ocorrendo apenas no resgate.

Dúvidas Frequentes

O governo vai tributar contas bancárias comuns no exterior? 

A lei foca especificamente em lucros de empresas controladas. Contas de pessoa física voltadas para gastos correntes ou turismo possuem regras distintas.

Vale a pena manter uma offshore agora? 

A decisão é individual e técnica. Para patrimônios onde o custo de manutenção da empresa supera o benefício da alíquota fixa de 15%, muitos investidores têm optado pela simplificação das estruturas.

Tags:

Receita Federal Taxação Super Ricos