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A intenção pode até ser boa, mas pense bem antes de resgatar gatos da rua se você já tem um em casa

Um filhote chega para ser salvo, mas Onyx reage como quem precisa proteger o próprio território e a rotina construída dentro do lar

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 20:16

Entenda por que a introdução repentina de outro gato pode virar estresse e por que, às vezes, separar caminhos é o gesto mais cuidadoso.
Entenda por que a introdução repentina de outro gato pode virar estresse e por que, às vezes, separar caminhos é o gesto mais cuidadoso. Crédito: Reprodução/Instagram

A cena começa com um resgate: um gatinho cinza encontrado na rua ganha a chance de um lar. Só que, ao cruzar a porta, ele encontra um primogênito felino que não está disposto a dividir o espaço.

Onyx enrijece, muda a expressão e reage com intensidade. A família fica surpresa, mas o comportamento segue um padrão comum quando gatos encaram a casa como território.

[Edicase]Além do focinho achatado, o gato persa também é conhecido pela pelagem longa e densa (Imagem: ANURAK PONGPATIMET | ShutterStock) por Imagem: ANURAK PONGPATIMET | ShutterStock

A intenção é boa e urgente: acolher quem precisa. Ainda assim, a convivência não depende apenas do desejo humano. Para um gato residente, a casa é um lugar de controle e segurança, e mudanças bruscas cobram um preço.

O gatinho chega, o clima vira

A promessa era começar uma amizade. Em vez disso, o retorno para casa traz tensão imediata. Onyx demonstra desconforto claro, e a reação acontece rápido, como um reflexo.

Não se trata de agressividade gratuita. Para o gato, o recém-chegado muda o “mapa” do lar: cheiros novos, presença desconhecida e risco de perda de refúgios que antes eram garantidos.

Do ponto de vista etológico, gatos são territoriais. A casa reúne cheiros familiares, rotas seguras e pontos de descanso. Quando outro felino entra sem adaptação gradual, esse arranjo balança.

Além disso, alguns gatos não desejam companhia. Vivem bem sozinhos e podem ter dificuldade em tolerar outro gato, principalmente se não estão habituados a dividir espaço ou são muito apegados aos humanos.

Quando a transição é repentina, o estresse tende a aumentar. Em vez de curiosidade, surge defesa. Em vez de aproximação, aparecem sinais de “pare agora”.

Agressividade não é maldade: é linguagem

Sibilar, morder e arranhar não são “maldade”. São comunicação. O gato diz, com clareza, que algo está errado e que precisa de distância para recuperar sensação de controle.

Quando esses sinais são ignorados, a situação piora. O residente se sente pressionado e o recém-chegado fica inseguro. Em pouco tempo, a casa pode virar um ambiente hostil para ambos.

-encare sibilos como pedido de espaço

-não obrigue contato direto

-mantenha rotina e pontos seguros

-avalie bem-estar dos dois lados

Os donos percebem que forçar Onyx a conviver não seria certo. Ao mesmo tempo, o filhote merecia tranquilidade e segurança, sem viver em um cenário de tensão constante.

O caminho escolhido foi encontrar para o gatinho uma nova família, pronta para recebê-lo sem conflito. A decisão é dolorosa, mas necessária, pensando no futuro e na serenidade de todos.

Antes de apresentar um novo gato, a recomendação é consulta veterinária e adaptação gradual, respeitando tempo e espaço. A história não é sobre fracasso, e sim sobre fazer o que é melhor.