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'Ainda Estou Aqui' e 'O Agente Secreto' entram para a lista atualizada de melhores filmes nacionais da Abraccine

Após 10 anos da publicação de "Os 100 Melhores Filmes Brasileiros", a Associação Brasileira de Críticos de Cinema refaz a seleção com foco em diversidade

  • Foto do(a) author(a) Kamila Macedo
  • Kamila Macedo

Publicado em 12 de maio de 2026 às 18:00

"Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto" foram indicados a categoria de Melhor Filme no Oscar Crédito: Divulgação

“Ainda Estou Aqui” (2024) e “O Agente Secreto” (2025), produções que representaram o Brasil nas temporadas de premiações dos últimos dois anos, foram incluídos na lista de melhores filmes nacionais idealizada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). A seleção busca contemplar as principais obras do país, entre curtas e longas-metragens, por meio de votação entre os membros da entidade.

O levantamento foi disponibilizado na última segunda-feira (11) e deve compor o livro “Os 100 Filmes Brasileiros Essenciais”, previsto para o final do ano. A obra reunirá, além do ranking, textos críticos e artigos com recortes históricos, estéticos e temáticos. O lançamento será pela editora Letramento, sob organização editorial de Ivonete Pinto, Danilo Fantinel e Paulo Henrique da Silva.

Na edição anterior, publicada há dez anos, a Abraccine listou o que considerava os “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros” sob o mesmo sistema de votação. O objetivo da renovação é atualizar o catálogo com produções recentes e buscar um olhar mais diverso para a cinematografia nacional, ampliando a presença de diretores negros e de filmes dirigidos por mulheres.

Ainda estou aqui por Divulgação

A Associação, que completa 15 anos e conta atualmente com 180 críticos, busca acompanhar o panorama de diversidade em debate na atualidade. A nova lista reflete esse posicionamento. "Essa mudança reflete a busca de um olhar mais diverso sobre a produção nacional", afirmou a Abraccine.

Diferente da última edição, que era marcada por uma ordem de preferência, a lista atualizada é organizada por cronologia de lançamento. Em ambas, contudo, “Limite”, de Mário Peixoto, aparece no topo.

“Desde a primeira edição do livro, resultado da primeira lista, a sociedade mudou, assim como o perfil da associação, que naturalmente cresceu e se modificou. Esta acaba sendo uma revisão importante e necessária da nossa história do cinema”, disse Orlando Margarido, presidente da Abraccine.

Wagner Moura como Armando em "O Agente Secreto" por Divulgação

Confira a lista dos 100 filmes essenciais, de acordo com a Abraccine:

1. Limite (1931), Mário Peixoto;

2. Ganga bruta (1933), Humberto Mauro;

3. O ébrio (1946), Gilda de Abreu;

4. Também somos irmãos (1949), José Carlos Burle;

5. Carnaval Atlântida (1952), José Carlos Burle;

6. O cangaceiro (1953), Lima Barreto;

7. Rio, 40 graus (1955), Nelson Pereira dos Santos;

8. Rio, Zona Norte (1957), Nelson Pereira dos Santos;

9. O grande momento (1958), Roberto Santos;

10. O homem do Sputnik (1959), Carlos Manga;

11. Aruanda (1960), Linduarte Noronha;

12. O assalto ao trem pagador (1962), Roberto Farias;

13. O pagador de promessas (1962), Anselmo Duarte;

14. Os cafajestes (1962), Ruy Guerra;

15. Porto das caixas (1962), Paulo Cezar Saraceni;

16. Vidas secas (1963), Nelson Pereira dos Santos;

17. À meia noite levarei sua alma (1964), José Mojica Marins;

18. A velha a fiar (1964), Humberto Mauro;

19. Deus e o diabo na terra do sol (1964), Glauber Rocha;

20. Noite vazia (1964), Walter Hugo Khouri;

21. Os fuzis (1964), Ruy Guerra;

22. A falecida (1965), Leon Hirszman;

23. A hora e vez de Augusto Matraga (1965), Roberto Santos;

24. São Paulo Sociedade Anônima (1965), Luiz Sergio Person;

25. A entrevista (1966), Helena Solberg;

26. O padre e a moça (1966), Joaquim Pedro de Andrade;

27. Todas as mulheres do mundo (1966), Domingos de Oliveira;

28. A margem (1967), Ozualdo Candeias;

29. Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967), José Mojica Marins;

30. O caso dos irmãos Naves (1967), Luiz Sergio Person;

31. O menino e o vento (1967), Carlos Hugo Christensen;

32. Terra em transe (1967), Glauber Rocha;

33. O bandido da luz vermelha (1968), Rogério Sganzerla;

34. A mulher de todos (1969), Rogério Sganzerla;

35. Macunaíma (1969), Joaquim Pedro de Andrade;

36. Matou a família e foi ao cinema (1969), Julio Bressane;

37. O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), Glauber Rocha;

38. O despertar da besta (Ritual dos sádicos) (1970), José Mojica Marins;

39. Sem essa, Aranha (1970), Rogério Sganzerla;

40. Um é pouco, dois é bom (1970), Odilon Lopez;

41. Bang bang (1971), Andrea Tonacci;

42. S. Bernardo (1972), Leon Hirszman;

43. Toda nudez será castigada (1972), Arnaldo Jabor;

44. Alma no olho (1973), Zózimo Bulbul;

45. Compasso de espera (1973), Antunes Filho;

46. Os homens que eu tive (1973), Tereza Trautman;

47. A rainha diaba (1974), Antonio Carlos da Fontoura;

48. Iracema, uma transa amazônica (1975), Jorge Bodanzky e Orlando Senna;

49. Dona Flor e seus dois maridos (1976), Bruno Barreto;

50. Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), Hector Babenco;

51. Mar de rosas (1977), Ana Carolina;

52. A lira do delírio (1978), Walter Lima Jr.;

53. Tudo bem (1978), Arnaldo Jabor;

54. A mulher que inventou o amor (1980), Jean Garrett;

55. Bye bye Brasil (1980), Carlos Diegues;

56. O homem que virou suco (1980), João Batista de Andrade;

57. Pixote, a lei do mais fraco (1980), Hector Babenco;

58. Eles não usam black-tie (1981), Leon Hirszman;

59. Os saltimbancos trapalhões (1981), J.B. Tanko;

60. Das tripas coração (1982), Ana Carolina;

61. Pra frente Brasil (1982), Roberto Farias;

62. Onda Nova (1983), Ícaro Martins e José Antonio Garcia;

63. Amor maldito (1984), Adélia Sampaio;

64. Cabra marcado para morrer (1984), Eduardo Coutinho;

65. Memórias do cárcere (1984), Nelson Pereira dos Santos;

66. A hora da estrela (1985), Suzana Amaral;

67. A marvada carne (1985), André Klotzel;

68. Filme demência (1986), Carlos Reichenbach;

69. Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado;

70. Que bom te ver viva (1989), Lúcia Murat;

71. Superoutro (1989), Edgard Navarro;

72. Alma corsária (1993), Carlos Reichenbach;

73. Carlota Joaquina, princesa do Brazil (1995), Carla Camurati;

74. Terra estrangeira (1995), Daniela Thomas e Walter Salles;

75. Baile perfumado (1996), Lírio Ferreira e Paulo Caldas;

76. Central do Brasil (1998), Walter Salles;

77. O auto da compadecida (2000), Guel Arraes;

78. Bicho de sete cabeças (2001), Laís Bodanzky;

79. Lavoura arcaica (2001), Luiz Fernando Carvalho;

80. Cidade de Deus (2002), Fernando Meirelles e Kátia Lund;

81. Edifício Master (2002), Eduardo Coutinho;

82. Madame Satã (2002), Karim Aïnouz;

83. Cinema aspirinas e urubus (2005), Marcelo Gomes;

84. O céu de Suely (2006), Karim Aïnouz;

85. Serras da desordem (2006), Andrea Tonacci;

86. Jogo de cena (2007), Eduardo Coutinho;

87. Saneamento básico, o filme (2007), Jorge Furtado;

88. Santiago (2007), João Moreira Salles;

89. Trabalhar cansa (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra;

90. O som ao redor (2012), Kleber Mendonça Filho;

91. O menino e o mundo (2013), Alê Abreu;

92. Branco sai, preto fica (2014), Adirley Queirós;

93. Que horas ela volta? (2015), Anna Muylaert;

94. Aquarius (2016), Kleber Mendonça Filho;

95. Arábia (2017), Affonso Uchoa, João Dumans;

96. As boas maneiras (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra;

97. Marte um (2022), Gabriel Martins;

98. Mato seco em chamas (2022), Adirley Queirós e Joana Pimenta;

99. Ainda estou aqui (2024), Walter Salles;

100. O agente secreto (2025), Kleber Mendonça Filho.

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Filmes O Agente Secreto Ainda Estou Aqui