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Giuliana Mancini
Publicado em 23 de maio de 2026 às 07:45
Deolane Bezerra foi levada para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, na última sexta-feira (22). Lá, passou a seguir a rotina adotada pelas demais detentas da unidade, que funciona nos regimes fechado, semiaberto e também recebe presas provisórias.>
A advogada e influenciadora digital foi presa durante a Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil, Deolane foi transferida para o interior paulista porque o processo que motivou a prisão preventiva tramita em Presidente Venceslau (SP), cidade onde tiveram início as investigações.
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Mansão de Deolane Bezerra
O dia no novo presídio começa às 7h, com o café da manhã servido às internas. Às 8h, acontece o primeiro período de banho de sol. Depois, as detentas retornam às celas até o almoço, distribuído às 11h. No período da tarde, um novo banho de sol ocorre a partir das 13h. Cerca de três horas depois, o jantar é servido e as presas voltam aos pavilhões. Apenas as internas responsáveis pela limpeza da unidade permanecem fora das celas. As informações são do site g1.>
As refeições consumidas no presídio são preparadas pelas próprias detentas. A penitenciária também conta com biblioteca, áreas voltadas à educação, espaço de trabalho e locais destinados à visita íntima.>
Inaugurada em 2011, com investimento de R$ 44 milhões do governo estadual, conforme informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a unidade foi construída para atender especificamente às necessidades da população feminina. Além da assistência médica, o espaço possui setores destinados à amamentação e creche para gestantes e lactantes.>
O presídio também desenvolve projetos de ressocialização, incluindo uma padaria artesanal e cursos profissionalizantes realizados em parceria com secretarias estaduais e o Poder Judiciário.>
Segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária atualizados em 20 de maio, a unidade tem capacidade para 714 mulheres, mas atualmente abriga 873 detentas, o que representa superlotação de 159 presas, cerca de 22,2% acima da capacidade.>
Já o Anexo de Progressão Penitenciária (APP) tem capacidade para 72 internas, porém abriga 80 presas, número 11,1% superior ao limite previsto. O setor destinado às presas em cela de permanência cautelar (PC) possui quatro vagas e atualmente abriga duas detentas.>