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Agência Correio
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 09:37
Muitas crianças travam na tabuada como se fosse um “chefão” de videogame. Repetir contas, decorar resultados e encarar a multiplicação como obrigação costuma ser a receita perfeita para o tédio. >
Foi aí que a professora croata Lucija Petračić decidiu mudar o jogo: em vez de pedir silêncio e repetição, ela colocou… trap na matemática.>
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A ideia foi simples e esperta. Lucija percebeu que seus alunos memorizavam letras de músicas conhecidas com uma facilidade impressionante. >
Então, por que não usar esse mesmo atalho para a tabuada? Ela passou a criar canções no ritmo trap com ajuda de inteligência artificial, unindo o que os jovens já gostam ao conteúdo que eles precisam aprender.>
Em entrevista ao site Dnevno, a professora contou que a experiência começou quase como um teste divertido: no início, ela queria fazer músicas trap com letras aleatórias só para experimentar batidas e ver no que dava. >
No meio do processo, notou que um ponto específico sempre derrubava a turma: a multiplicação por zero. >
O projeto ganhou tração rápido. As músicas passaram a circular entre pais e outros educadores, e o alcance nas redes sociais ajudou a confirmar o que a professora já via na prática: os alunos estavam aprendendo com menos pressão.>
Hoje, muitos professores usam as canções durante aulas regulares, como um reforço leve e constante. Em casa, pais relatam que os filhos repetem os trechos “sem que percebam” e acabam fixando os resultados brincando. Resultado: a aula fica mais leve, e a tabuada deixa de parecer castigo. >
Apesar de usar IA para o som, a parte mais importante saiu do caderno da professora. Lucija escreveu as letras sozinha, com rimas simples e linguagem infantil. Cada número da tabuada ganhou um tema musical e visual próprio, para ajudar na associação.>
Para gerar as batidas e as vozes, ela usou a plataforma Suno, que cria músicas a partir de comandos e letras fornecidas. A etapa final dos vídeos, com edição e letras na tela, contou com a ajuda do namorado, Dino.>
Lucija diz que explorar a ferramenta virou parte da diversão do projeto — e que a ideia não deve parar na tabuada. Ela já planeja criar músicas para outros temas educativos em breve.>