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Carros com placa preta valorizam em até 20%, mas não são todos que podem ter esse passaporte sobre rodas

Entenda como as novas regras de originalidade podem valorizar seu clássico em 20% e por que a burocracia é o melhor seguro para a sua relíquia

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  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 9 de abril de 2026 às 13:00

Conheça as exigências do certificado CVCOL e descubra por que acessórios modernos, como rádio Bluetooth e LED, podem barrar seu sonho
Conheça as exigências do certificado CVCOL e descubra por que acessórios modernos, como rádio Bluetooth e LED, podem barrar seu sonho Crédito: Wikimedia Commons/B.corrales86

Para quem ama carros antigos e possui um oficial de coleção, é preciso encarar a burocracia do Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), mais conhecido como placa preta.

Se você tem um clássico ou está de olho em um, senta aqui: vamos desbravar as regras da Resolução Contran nº 957/2022 de um jeito simples, para você não perder tempo nem dinheiro.

 1° lugar: Fiat Toro

O que faz um carro ser "de coleção"?

Para o Detran e a Senatran, o rigor é o que garante o prestígio. O veículo precisa de dois pré-requisitos básicos: o primeiro é ter, no mínimo, 30 anos de fabricação e o segundo é manter ao menos 80% de originalidade.

Com a nova lei, ficou cada vez mais fácil de ter a placa preta. Não precisa caçar peças do ‘estoque antigo’ com o selo da montadora de 1970. O que importa é o padrão original.

Se a peça segue a estética e a técnica do projeto inicial, ela passa no teste, mesmo sendo de outra marca.

O caminho das pedras (ou melhor, do asfalto)

Esqueça a ideia de resolver tudo sozinho direto no Detran. O caminho para a Placa Preta exige um "rito de passagem" que começa bem antes do balcão oficial.

O seu primeiro passo é encontrar um clube de carros antigos que seja credenciado. São eles que dão as cartas no início.

Depois, prepare-se para o que chamamos de "Exame de Ordem": uma vistoria minuciosa onde especialistas vão revirar o seu carro, da pintura à mecânica. Aqui, o excesso de modernidade é o seu maior inimigo.

Aquele rádio com Bluetooth ou as lâmpadas de LED que parecem inofensivas são os motivos que mais reprovam colecionadores.

Se o seu clássico passar no teste e mostrar que mantém a essência, você recebe o CVCOL — que funciona como o "diploma" de autenticidade do carro, com validade de cinco anos.

Só com esse documento em mãos é que o Detran entra na jogada. É a fase final: você atualiza o documento para a categoria de "Coleção" e, finalmente, instala as placas com bordas cinzas. É burocrático, mas é o que separa um carro velho de uma verdadeira relíquia oficial.

Vale a pena o esforço?

Com certeza. Além do orgulho de desfilar em encontros, a Placa Preta valoriza o carro em cerca de 20%. Mas o real benefício aparece onde ninguém quer chegar: no seguro ou em acidentes.

Com o CVCOL, você prova juridicamente que aquilo não é um "carro velho de tabela Fipe", mas uma relíquia. Isso facilita muito na hora de receber o valor real de mercado em uma eventual disputa.

O perigo das Placas Amarelas e da revenda

Achou um carro "mosca branca" guardado há décadas com placa amarela (aquela de duas letras)? Atenção total.

Esse carro está "invisível" para o sistema nacional. Antes de pensar em Placa Preta, ele precisa de uma atualização cadastral no Detran para virar Mercosul e voltar à legalidade.

Quanto custa o sonho?

O investimento total, entre o clube, vistorias e as taxas do Detran, costuma girar entre R$ 800 e R$ 1,5 mil.

Especialistas avaliam que é um valor baixo perto do sossego de ter um documento impecável e a certeza de que a história que você guarda na garagem está devidamente protegida. Afinal, clássicos nunca morrem, eles apenas se valorizam.