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Agência Correio
Raphael Miras
Publicado em 9 de abril de 2026 às 13:00
Para quem ama carros antigos e possui um oficial de coleção, é preciso encarar a burocracia do Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), mais conhecido como placa preta. >
Se você tem um clássico ou está de olho em um, senta aqui: vamos desbravar as regras da Resolução Contran nº 957/2022 de um jeito simples, para você não perder tempo nem dinheiro.>
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Para o Detran e a Senatran, o rigor é o que garante o prestígio. O veículo precisa de dois pré-requisitos básicos: o primeiro é ter, no mínimo, 30 anos de fabricação e o segundo é manter ao menos 80% de originalidade.>
Com a nova lei, ficou cada vez mais fácil de ter a placa preta. Não precisa caçar peças do ‘estoque antigo’ com o selo da montadora de 1970. O que importa é o padrão original. >
Se a peça segue a estética e a técnica do projeto inicial, ela passa no teste, mesmo sendo de outra marca.>
Esqueça a ideia de resolver tudo sozinho direto no Detran. O caminho para a Placa Preta exige um "rito de passagem" que começa bem antes do balcão oficial.>
O seu primeiro passo é encontrar um clube de carros antigos que seja credenciado. São eles que dão as cartas no início. >
Depois, prepare-se para o que chamamos de "Exame de Ordem": uma vistoria minuciosa onde especialistas vão revirar o seu carro, da pintura à mecânica. Aqui, o excesso de modernidade é o seu maior inimigo. >
Aquele rádio com Bluetooth ou as lâmpadas de LED que parecem inofensivas são os motivos que mais reprovam colecionadores.>
Se o seu clássico passar no teste e mostrar que mantém a essência, você recebe o CVCOL — que funciona como o "diploma" de autenticidade do carro, com validade de cinco anos. >
Só com esse documento em mãos é que o Detran entra na jogada. É a fase final: você atualiza o documento para a categoria de "Coleção" e, finalmente, instala as placas com bordas cinzas. É burocrático, mas é o que separa um carro velho de uma verdadeira relíquia oficial.>
Com certeza. Além do orgulho de desfilar em encontros, a Placa Preta valoriza o carro em cerca de 20%. Mas o real benefício aparece onde ninguém quer chegar: no seguro ou em acidentes. >
Com o CVCOL, você prova juridicamente que aquilo não é um "carro velho de tabela Fipe", mas uma relíquia. Isso facilita muito na hora de receber o valor real de mercado em uma eventual disputa.>
Achou um carro "mosca branca" guardado há décadas com placa amarela (aquela de duas letras)? Atenção total. >
Esse carro está "invisível" para o sistema nacional. Antes de pensar em Placa Preta, ele precisa de uma atualização cadastral no Detran para virar Mercosul e voltar à legalidade.>
O investimento total, entre o clube, vistorias e as taxas do Detran, costuma girar entre R$ 800 e R$ 1,5 mil.>
Especialistas avaliam que é um valor baixo perto do sossego de ter um documento impecável e a certeza de que a história que você guarda na garagem está devidamente protegida. Afinal, clássicos nunca morrem, eles apenas se valorizam.>