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Giuliana Mancini
Publicado em 12 de abril de 2026 às 13:33
Chaiany se emocionou ao falar pela primeira vez sobre a doença enfrentada pela filha, Lara Sofia. A ex-BBB relembrou momentos de desespero vividos ainda nos primeiros meses de vida da menina, que hoje tem 10 anos. A criança nasceu com hidronefrose renal, uma condição em que a urina não escoa corretamente dos rins para a bexiga, causando inchaço no órgão. >
Segundo Chai, os primeiros sinais surgiram quando Lara tinha apenas um mês de vida, com crises intensas de choro, inchaço e dificuldade para urinar. >
"Ela nasceu com hidronefrose renal, que é uma malformação no rim esquerdo. Quando tinha um mês, ela começou a ter umas crises de choro absurdas. Ficava toda vermelha, inchada, chegava a perder o fôlego. Não fazia xixi e eu não percebia, não tinha esse cuidado de olhar a fralda. Esses foram os primeiros sinais. Eu tinha 16 anos", recordou a ex-BBB, criada em uma roça no Vale do Paranã, Goiás.>
Chaiany com a filha, Lara
Na época, Chaiany enfrentou uma rotina marcada por idas constantes ao hospital. "Chegou um ponto em que as crises dela eram muito fortes, e a gente corria para o Hospital da Ceilândia. Era sempre infecção urinária, e ninguém descobria a causa. Ela tomava muito antibiótico, ficava 7, 10, 12 dias internada. Vivemos assim por um ano", contou.>
O quadro foi se agravando, com perda progressiva da função renal, até que a menina precisou entrar na fila para uma cirurgia. "E o Dr. Hélio Buson [cirurgião e urologista pediátrico] viu a ficha dela. Ele já tinha visto antes. Quando ela deu entrada de novo, foi mais uma internação de 12 dias. Tentavam passar sonda nela, ela já tinha quase nove meses, mas não conseguiam, porque, em vez de xixi, ela fazia piúria [presença de glóbulos brancos (leucócitos) ou pus na urina, geralmente indicando inflamação no trato urinário]".>
Nessa época, o rim de Lara que funcionava 95% caiu para 80%, e o que funcionava 15% caiu para 14%. Sem condições financeiras, a família chegou a cogitar vender bens para custear o procedimento.>
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"Ela precisava da cirurgia. Só que a gente não tinha condição de pagar no particular. Meu pai chegou a pensar em vender a roça para pagar a cirurgia. Desenganaram muito ela. Foi muita coisa pesada que nós passamos. O caso dela era muito sério. Diziam que ela podia morrer. E eu não sabia nem falar direito, era muito bicho do mato. Eu ajoelhava no chão daquele hospital e orava tanto para Deus, pedindo pela vida da minha filha", contou Chai.
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A situação começou a mudar quando Lara foi encaminhada para o Hospital da Criança de Brasília, referência no tratamento pelo SUS. A transferência foi decisiva para que a criança recebesse o tratamento necessário.>
"Aí o Dr. Hélio Buson chegou e falou: 'A partir de hoje, sou o médico da Lara Sofia. Você vai fazer tratamento no Hospital da Criança. Você estava nessa lista, mas a gente está te transferindo e você está na lista vermelha. Ela precisa dessa cirurgia. Vai ter todo um acompanhamento antes da cirurgia. E a vida da minha filha mudou a partir dali. Foi a salvação. Aquilo foi coisa de Deus. Porque meu pai ia vender a roça para conseguir pagar a cirurgia, e a gente não tinha condição, não tinha para onde correr".>
Hoje, Lara vive com apenas um rim, mas leva uma vida considerada normal, com acompanhamento médico regular. "Este ano, ela tem retorno com a nefrologista. Ela tem a vida normal. Mas quero melhorar a dieta dela, porque sinto que ainda descuido disso. Ela come de tudo, mas precisa de restrições, principalmente com os salgadinhos. Preciso cuidar mais disso, porque saúde vale ouro", afirmou a ex-BBB.>