Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Cientistas anunciam descobertas que mudam o que sabemos sobre o Império dos Maias

Estudos revisam a população maia e alertam para ameaças atuais a sítios arqueológicos na floresta

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 19:00

Os impérios mesoamericanos sempre levantam curiosidade pelo seu misticismo intrínseco
Os impérios mesoamericanos sempre levantam curiosidade pelo seu misticismo intrínseco Crédito: Freepik

Durante muito tempo, acreditamos que os maias sumiram do nada. Entretanto, pesquisas recentes mostram que essa civilização era gigante e resiliente.

Com cerca de 16 milhões de habitantes, eles superaram a população da Itália romana. Hoje, a ciência reescreve essa história focando na continuidade e na adaptação desses povos.

Luz sob a selva

O uso da tecnologia LiDAR permitiu mapear estruturas escondidas sob a vegetação densa. Aviões disparam lasers que geram mapas em 3D detalhados do solo.

Dessa forma, os arqueólogos conseguem ver pirâmides e canais antes invisíveis. Esse avanço tecnológico revelou uma rede urbana muito mais vasta do que se imaginava anteriormente.

Redes urbanas complexas

As cidades maias eram complexas e possuíam uma infraestrutura hidráulica surpreendente para a época. Os mapas mostram estradas que ligavam centenas de assentamentos rurais e urbanos.

O arqueólogo Thomas Garrison, em entrevista à DW, afirmou que "Ali estava aquela vasta selva que todos acreditavam estar quase vazia e, quando removemos digitalmente as árvores, apareceram vestígios humanos por toda parte".

Transformação em vez de colapso

O antigo conceito de colapso abrupto está sendo substituído por uma visão de reorganização social. As populações migraram para outras regiões em busca de melhores condições.

Como explicou Kenneth Seligson, "Já não falamos realmente em colapso, mas em declínio, transformação e reorganização da sociedade e continuidade da cultura". Isso prova resiliência.

Herdeiros dos maias

Atualmente, milhões de descendentes lutam por reconhecimento e direitos básicos em seus territórios ancestrais. Eles enfrentam estigmas, mas mantêm viva a cultura de seus antepassados.

A deputada Sonia Gutiérrez destaca a importância dessa luta. Ela afirma que "Não devemos ser vistos como um povo alheio, mas como pessoas que vivem em nosso país, onde viveram nossos antepassados".

Perigos rondam sítios arqueológicos

Infelizmente, o patrimônio arqueológico sofre com a ação de saqueadores e o avanço do crime organizado. A falta de recursos dificulta a proteção dessas áreas valiosas.

Marianne Hernández alerta que "O Estado não tem recursos financeiros para proteger nosso patrimônio". A destruição das florestas primárias acelera a perda definitiva dessas descobertas fundamentais.

Herança viva

Os métodos agrícolas maias garantiram a sobrevivência de milhões por milênios de forma sustentável. Temos muito a aprender com a relação que eles tinham com a natureza.

Afinal, o legado maia segue vibrante em seus descendentes. Eles continuam ocupando seu lugar legítimo na história moderna da América, provando que a civilização nunca desapareceu totalmente.

Tags:

Ciência Histórias Curiosas