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Conheça o chá que combinado com a canela imitam o efeito do Ozempic, segundo estudo

Pesquisadores investigam como ingredientes da dieta podem influenciar o mesmo mecanismo ativado por medicamentos usados para emagrecimento

  • Foto do(a) author(a) Gabriela Barbosa
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Gabriela Barbosa

  • Agência Correio

Publicado em 11 de março de 2026 às 21:19

Revisão científica analisa compostos naturais da dieta que podem influenciar hormônio ligado à saciedade e ao controle do açúcar no sangue
Revisão científica analisa compostos naturais da dieta que podem influenciar hormônio ligado à saciedade e ao controle do açúcar no sangue Crédito: Freepik

Medicamentos usados para diabetes tipo 2 e emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, mudaram a forma como especialistas entendem o controle da fome e do açúcar no sangue. Agora, pesquisadores investigam se alguns alimentos podem ativar mecanismos parecidos no organismo.

Uma revisão científica analisou evidências sobre compostos naturais presentes na dieta que podem influenciar o hormônio GLP-1, responsável por ajudar a regular a saciedade.

Chá de canela por Reprodução

Entre os ingredientes avaliados aparecem itens comuns na alimentação, como canela, gengibre e chá verde, que podem ter efeitos moderados nesse sistema biológico.

Hormônio da saciedade

Nos últimos anos, medicamentos agonistas do GLP-1 ganharam destaque no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle do peso. Eles ajudam a reduzir os níveis de açúcar no sangue e também diminuem o apetite.

Esses avanços levaram cientistas a observar com mais atenção o papel dos hormônios produzidos no intestino. Afinal, sinais enviados desse órgão ao cérebro ajudam a regular a fome e a sensação de saciedade.

Com isso, pesquisadores passaram a investigar se compostos naturais da dieta poderiam estimular esse mesmo mecanismo biológico de forma mais suave.

Revisão científica

Pesquisadores da Universidade de Heliópolis, no Cairo, Egito, revisaram estudos existentes sobre o tema. O trabalho foi publicado na revista científica Toxicology Reports.

A análise buscou entender como o peptídeo semelhante ao glucagon-1, conhecido como GLP-1, pode ser afetado por substâncias naturais presentes na alimentação.

Esse hormônio é justamente o alvo de medicamentos usados para emagrecimento e diabetes. Até o momento, porém, nenhum composto natural foi capaz de reproduzir exatamente os efeitos das injeções.

Os alimentos que chamaram atenção

Estudos iniciais sugerem que alguns compostos da dieta podem influenciar a atividade do GLP-1. Isso pode ajudar a regular sinais de fome e saciedade no organismo.

Entre os ingredientes analisados na revisão aparecem canela, trigo, gengibre, chá verde fermentado e berberina, um fitoterápico natural.

Segundo os pesquisadores, essas substâncias podem modular a secreção e a expressão do hormônio GLP-1, o que abre caminho para novas investigações sobre alimentação e metabolismo.

Por que alternativas naturais interessam

Os autores da revisão apontam que o interesse por alternativas naturais está ligado, em parte, ao custo dos medicamentos baseados em GLP-1.

Além disso, algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, ao usar esses remédios.

Os pesquisadores destacam que o objetivo não é substituir tratamentos já comprovados. “Trata-se de aumentar as opções de tratamento e personalizá-las de acordo com as preferências e necessidades de cada paciente”, escreveram no artigo.

O que dizem os especialistas

Mesmo com os resultados promissores, especialistas alertam que os efeitos desses ingredientes são limitados quando comparados aos medicamentos.

O cirurgião bariátrico Mir Ali, diretor médico do MemorialCare Surgical Weight Loss Center, nos Estados Unidos, explicou ao Medical News Today que os compostos naturais podem ter impacto modesto.

“Ingredientes naturais podem ajudar a acelerar o metabolismo. No entanto, o efeito é leve. Esses [compostos] não devem ser considerados uma alternativa aos medicamentos”, disse ele.

Segundo o especialista, resultados mais consistentes dependem da combinação entre alimentação equilibrada, prática de exercícios e acompanhamento profissional de saúde.